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Dinamarca: partido da premiê decepciona em eleições, mas Frederiksen pode continuar no cargo

Estadão Conteúdo

Uma pesquisa de boca de urna indicou um desempenho decepcionante para o partido da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, nas eleições de terça-feira. A campanha focou em questões econômicas, em vez de sua gestão da crise envolvendo as ambições do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à Groenlândia.

Os três partidos do governo de Frederiksen devem perder terreno, segundo pesquisa do instituto Megafon para a TV 2. Tanto os blocos de esquerda quanto de direita provavelmente não alcançarão a maioria no parlamento.

Nesse cenário, o experiente ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, ex-primeiro-ministro, pode se tornar o fiel da balança. Seu partido centrista Moderado pode decidir se Frederiksen conseguirá um terceiro mandato no país de cerca de 6 milhões de habitantes, membro da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atântico Norte (OTAN).

Frederiksen, de 48 anos, é conhecida por seu forte apoio à Ucrânia contra a invasão russa e por uma abordagem restritiva à migração, seguindo uma tradição na política dinamarquesa. A pesquisa mostrou que os Social-Democratas, de centro-esquerda, continuam sendo o maior partido, com cerca de 21% dos votos, abaixo dos 27,5% de 2022.

Frederiksen convocou as eleições antecipadamente, em fevereiro, esperando que sua imagem firme na disputa sobre a Groenlândia, ao lado de aliados europeus, a beneficiasse. No entanto, seu apoio diminuiu com o aumento do custo de vida, tema central da campanha.

O parlamentar social-democrata Morten Klessen afirmou que o governo teve um bom desempenho, mas que o foco na Ucrânia pode ter custado votos domésticos. Ele defendeu a presença de Frederiksen na Europa por solidariedade.

Nenhum partido deve alcançar a maioria. À direita, o Partido Popular Dinamarquês, anti-imigração, deve melhorar seu desempenho em relação a 2022. O sistema de representação proporcional da Dinamarca geralmente resulta em governos de coalizão, formados após semanas de negociações. O governo de Frederiksen foi o primeiro em décadas a cruzar a divisão esquerda-direita.

Contudo, dois desafiantes de centro-direita esperam substituir Frederiksen: o ministro da Defesa Troels Lund Poulsen, do partido Liberal, e Alex Vanopslagh, da Aliança Liberal, que defende menos impostos e burocracia.

O parlamento dinamarquês, o Folketing, tem 179 assentos, com 175 para Dinamarca e dois para Groenlândia e Ilhas Faroé. Mais de 4,3 milhões estavam aptos a votar.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast