CEO da Anthropic diz que empresa não aceitará demandas do Pentágono sobre uso de IA
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, declarou nesta quinta-feira, 26, que não concorda com as exigências do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, acrescentando que as ameaças do governo não iriam alterar sua posição.
O episódio é mais um da disputa entre o Pentágono e a Anthropic, após o secretário de Guerra, Pete Hegseth, ter estabelecido um prazo de até sexta-feira, 27, para que a empresa avaliasse sua oferta final sobre a utilização de inteligência artificial (IA) nas Forças Armadas dos EUA.
"É prerrogativa do Departamento selecionar os contratados que mais se alinham com sua visão", escreveu Amodei em um comunicado. "Mas, dado o valor substancial que a tecnologia da Anthropic oferece às nossas forças armadas, esperamos que reavaliem a decisão."
Amodei afirmou que a Anthropic deseja garantias de que seus modelos não serão usados para "armas totalmente autônomas" ou para vigilância massiva doméstica de americanos, alegando que o Pentágono quer poder usar os modelos sem essas restrições. "O uso desses sistemas para vigilância doméstica em massa é incompatível com os valores democráticos. A vigilância em massa impulsionada por IA apresenta riscos sérios e inéditos às nossas liberdades fundamentais", defendeu.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, negou essas afirmações hoje em uma postagem no X e disse que o Departamento de Defesa não tem nenhum interesse em usar os modelos da Anthropic para essa finalidade, destacando que o procedimento é ilegal.
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