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Casa Branca diz manter contato com autoridades da Venezuela com 'decisões ditadas pelos EUA'

Secretária de imprensa afirmou não haver mais militares americanos em território venezuelano, mas destacou que o presidente "reserva o direito de usar o Exército dos EUA, se necessário"

Estadão Conteúdo

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo do presidente Donald Trump mantém "contato bem próximo" com autoridades interinas da Venezuela. Segundo ela, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 7, a administração americana está em "correspondência direta" com essas autoridades e deixou claro que "suas decisões continuarão a ser ditadas pelos EUA", sem entrar em detalhes.

Leavitt disse que o envio de petróleo da Venezuela para os Estados Unidos foi um acordo bilateral e que Washington está "trabalhando com o país sul-americano e com a indústria petrolífera em um acordo". De acordo com a porta-voz, o petróleo que será enviado é óleo anteriormente sancionado e que o país já começou a comercializar petróleo venezuelano, que chegará "muito em breve aos EUA".

Ainda segundo Leavitt, "os recursos do petróleo venezuelano serão liquidados em bancos dos EUA e os fundos serão distribuídos a critério dos Estados Unidos". A secretária de imprensa classificou a iniciativa como "um projeto de longo prazo dos EUA".

Questionada sobre segurança, Leavitt afirmou que não há mais militares americanos em território venezuelano, mas destacou que o presidente "reserva o direito de usar o Exército dos EUA, se necessário". Ela também disse que os EUA "farão cumprir todas as sanções" em casos como o de um navio-tanque apreendido, ao mesmo tempo em que estão "revertendo seletivamente" sanções contra a Venezuela.

A porta-voz da Casa Branca ainda salientou que os EUA "permitirão a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos no mercado" e que Trump se reunirá com executivos do setor petrolífero na sexta-feira, dia 9.