Bloqueios contra o presidente da Bolívia dificultam abastecimento de alimentos em La Paz
Carne bovina e frango eram alguns dos alimentos em falta nos mercados da cidade de La Paz devido a bloqueios de estradas e marchas de sindicalistas e agricultores bolivianos que exigem soluções para a crise econômica do presidente conservador Rodrigo Paz.
O governo providenciou nove voos transportando mais de 90 mil quilos de carne bovina e frango para La Paz, sede do governo, e para a cidade vizinha de El Alto, em resposta à escassez desses alimentos básicos para os bolivianos.
"Não há carne, e a pouca que existe está cara, e o frango, nem comento", disse à Associated Press Elena Quispe, de 45 anos, em um mercado no centro da cidade. O pouco frango que restava era vendido pelo dobro do preço normal.
Mais tarde naquela noite, o governo afirmou em um comunicado que os bloqueios de estradas impediram que assistência médica chegasse a uma mulher de 54 anos de Belize, que morreu na fronteira entre a Bolívia e o Peru. "Grupos agressivos impediram a assistência médica em tempo hábil", declarou o comunicado.
Há 60 bloqueios de estradas em todo o país, 47 deles em La Paz, informou a polícia. Os protestos começaram por agricultores que se opunham a uma lei que permitia a hipoteca de terras, e a Central Operária Boliviana (COB) juntou-se ao movimento, exigindo aumentos salariais, mas, nos últimos dias, a COB pediu a renúncia do presidente devido à falta de resposta à crise.
O presidente boliviano promulgou uma lei revogando a regulamentação que permitia a hipoteca de terras, que era a principal reivindicação dos protestos. Contudo, os professores da rede pública - um setor significativo da COB - dividiram-se. Um grupo negociou um aumento salarial com o governo e removeu vários bloqueios de estradas, enquanto outro realizou vigílias perto do Palácio do Governo.
Na cidade, várias pessoas participaram de um protesto no dia anterior e tentaram saquear estabelecimentos."Estamos percebendo que não foram os indígenas... são criminosos profissionais ligados a Evo Morales e à organização que ele representa", declarou o Ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, à Rádio Panamericana.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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