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24º dia de guerra tem anúncio de trégua nas ameaças entre Irã e EUA e queda no petróleo

Estadão Conteúdo

O conflito no Oriente Médio chega ao 24º dia com ataques que deixaram partes de Teerã sem eletricidade, após uma série de explosões relatadas por agências locais.

O cenário, entretanto, sofreu uma guinada na manhã desta segunda-feira, 23, após o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, anunciar o adiamento de ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas. Segundo Trump, os EUA e o Irã tiveram conversas produtivas nas últimas horas.

Minutos depois da publicação da postagem, feita pelo mandatário americano nas redes sociais, os preços do petróleo caíram acentuadamente. Veja abaixo o que ocorreu nas últimas horas do conflito:

Estreito de Ormuz

O prazo de 48 horas dado por Trump para que o Irã abra completamente e sem ameaças o Estreito de Ormuz seria encerrado na manhã desta segunda. Antes do fim, entretanto, o presidente americano anunciou a trégua e o avanço nas negociações.

O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e transporta grande parte do petróleo mundial, e ameaças à passagem têm bloqueado navios comerciais e reduzido a produção de grandes exportadores da região.

Blecaute atinge Teerã no dia do fim do prazo de Trump

Na madrugada desta segunda-feira, os ataques contra Teerã deixaram partes da capital iraniana sem eletricidade, afetando as zonas norte, leste e oeste da cidade, justamente no dia em que se encerra o prazo de 48 horas dado pelo presidente dos Estados Unidos para que o Irã abra completamente e sem ameaças o Estreito de Ormuz.

Os blecautes ocorreram após uma série de explosões relatadas por agências de notícias iranianas e do anúncio de Israel sobre uma nova onda de ataques ao país.

Exército israelense anuncia ter lançado uma onda de ataques contra Teerã

O exército de Israel anunciou, na manhã desta segunda-feira, novos ataques contra Teerã, onde as agências de notícias iranianas relataram explosões.

"O exército israelita lançou uma vasta onda de ataques contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerã", anunciou o exército em comunicado no Telegram.

Kremlin adverte os EUA contra ataques à usina nuclear do Irã

Nesta segunda, o Kremlin afirmou que qualquer ataque dos EUA à usina nuclear iraniana construída pela Rússia poderia desencadear consequências "irreparáveis".

Questionado sobre a advertência do presidente Trump de "aniquilar" as usinas nucleares do Irã caso o país não abra completamente o Estreito de Ormuz, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a situação "catastróficamente tensa" na região só poderia ser resolvida por meios políticos e diplomáticos.

Irã ameaça implantar minas navais

O Conselho de Defesa do Irã ameaçou, nesta segunda-feira, implantar minas navais em todo o Golfo Pérsico caso ocorra uma invasão terrestre. O comunicado foi divulgado em meio à crescente preocupação em Teerã com a possível chegada de fuzileiros navais americanos à região.

"Qualquer tentativa do inimigo de atacar as costas ou ilhas do Irã levará, naturalmente e de acordo com a prática militar estabelecida, à minagem de todas as vias de acesso (...) no Golfo Pérsico e ao longo da costa", afirmou o conselho.

Os EUA têm tentado reabrir o Estreito de Ormuz, a estreita passagem que liga o Golfo Pérsico ao transporte de energia. Os fuzileiros navais poderiam desembarcar para tomar ilhas ou território no Irã em apoio a essa missão. Israel também sugeriu que uma operação terrestre poderia fazer parte da guerra.

Irã ameaça atacar usinas elétricas do Oriente Médio que fornecem energia para bases americanas

Com a aproximação do prazo estipulado por Trump para a abertura do Estreito de Ormuz, o Irã ameaçou atacar usinas elétricas do Oriente Médio que fornecem energia para bases militares americanas.

A declaração da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã representa a mais recente tentativa de Teerã de justificar seus ataques aos países árabes do Golfo. Na manhã desta segunda-feira, a televisão estatal iraniana leu a declaração no ar.

"O que fizemos foi anunciar nossa decisão de que, se as usinas de energia forem atacadas, o Irã retaliará atacando as usinas de energia do regime ocupante e as usinas de energia de países da região que fornecem eletricidade para as bases americanas, bem como as infraestruturas econômicas, industriais e energéticas nas quais os americanos têm participação", dizia o comunicado, referindo-se a Israel como um "regime ocupante".

Acrescentou ainda: "Não duvidem que faremos isso".

Exército israelense afirma ter interceptado mísseis do Irã

O exército israelense afirmou, na manhã desta segunda-feira, que estava trabalhando para interceptar mísseis disparados do Irã e pediu à população que se protegesse.

"Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel", publicou o exército israelense no Telegram, usando a sigla oficial das forças armadas do país. "Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça". (Com agências internacionais)