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Lideranças pressionam DNIT por solução para pontes em Marabá

A possibillidade - ainda não confirmada - de implosão de duas pontes sobre o Rio Itacaiúnas acendeu o alerta entre autoridades locais

Tay Marquioro

Uma comitiva de vereadores da Câmara Municipal de Marabá pode ir para a capital federal nos próximos dias com uma missão urgente: obter respostas definitivas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre o estado crítico das duas pontes que cruzam o Rio Itacaiunas, na BR-230 (Rodovia Transamazônica). O clima entre os parlamentares é de apreensão após rumores e avaliações preliminares indicando a necessidade da possível implosão das estruturas devido a problemas estruturais estruturais. A situação coloca em xeque a principal via de ligação entre os núcleos Nova Marabá e Cidade Nova, por onde trafegam milhares de veículos diariamente.

O objetivo central da ida ao Distrito Federal é exigir a apresentação imediata dos laudos periciais atualizados e o cronograma de instruções. Os vereadores argumentam que a população marabaense vive um estado de incerteza que prejudica o planejamento urbano e a economia local. "Não podemos mais aceitar paliativos ou informações desencontradas. Viemos a Brasília para exigir que o DNIT apresente o diagnóstico real. Se existe risco de colapso ou necessidade de implosão, Marabá precisa saber o 'como' e o 'quando'", afirmou o vereador Marcelo Alves (PT).

As pontes, que fazem parte do trecho urbano da rodovia federal, apresentam sinais visíveis de desgaste, como fissuras, oxidação em elementos de sustentação e até o rebaixamento de um trecho da ponte no sentido Cidade Nova. O temor dos legisladores é que, sem um plano de contingência robusto, a interdição total das vias isole bairros inteiros e trave o fluxo logístico de toda a região sudeste do Pará.

A tese de implosão das estruturas atuais para a construção de novas pontes é o ponto de maior tensão. Os parlamentares questionaram se esta é, de fato, a única alternativa técnica e quais seriam os impactos ambientais e sociais de tal operação no Rio Itacaiunas. Durante as reuniões no DNIT, a comitiva reforçou que qualquer intervenção desse porte exige a construção prévia de vias alternativas ou pontes provisórias. "O trânsito entre Nova Marabá e a Cidade Nova é o coração da nossa cidade. Sem um plano de mobilidade específico, a implosão dessas pontes causará um caos sem precedentes", alertou o presidente da Casa Legislativa, Ilker Moraes (MDB).

A segurança das pontes sobre o Rio Itacaiúnas está sendo estudada desde o dia 23 de novembro, quando o DNIT restringiu o tráfego de veículos pesados ​​na ponte mais nova depois que esta começou a apresentar problemas. Desde então, as equipes do órgão vêm com realizando um rigoroso trabalho de monitoramento estrutural. A possibilidade de implosão das pontes ainda não foi confirmada oficialmente pelo Departamento, que se limita a informar a população sobre o controle de carga e desvio de veículos pesados ​​para o outro lado da travessia.

Nas redes sociais, o prefeito Toni Cunha (PL) também se mostrou preocupado e afirmou ter pedido análise das equipes do município para entender a situação. “Eu ainda não falei detalhadamente disso, porque estou esperando mais informações específicas de alguns questionamentos que fizemos à nossa Engenharia. De qualquer forma, é lamentável que uma ponte tão nova tenha esse tipo de problema é que talvez seja preciso implodir para fazer outra”, disse o gestor, fazendo referência aos 16 anos de inauguração da estrutura.

Cunha aproveitou para criticar também a falta de clareza na comunicação e a morosidade nas respostas do DNIT. "É uma pena a demora, é uma pena a existência desse fato, é uma pena que se tenha gasto alguns milhões de reais por uma obra que não foi feita com qualidade. É lamentável que uma cidade do nosso porte, da nossa importância, precise esperar tanto tempo para chegar a uma solução para essa questão que tem causado tantos transtornos ao nosso povo", concluiu.