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"Super Liga Pará" garante oportunidade e visibilidade para jovens atletas paraenses

Iniciativa atende cerca de 25 mil jovens e está presente em 80 municípios do estado

Paloma Lobato

O esporte desempenha um papel fundamental na vida dos jovens, não apenas como forma de lazer, mas também como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento pessoal, inspirando sonhos e fortalecendo a autoestima da juventude paraense.

A Super Liga Pará, criada em 2022, tem a finalidade de valorizar o futebol amador do estado. Com a participação de 820 times, a iniciativa conta com o apoio da Equatorial Pará e atende cerca de 25 mil jovens e adultos de 80 municípios paraenses.

"A SuperLiga representa um marco para o futebol amador do estado. Além de fortalecer as ligas locais e dar mais credibilidade ao futebol comunitário, a iniciativa movimenta a economia, valoriza dirigentes, treinadores e árbitros, e principalmente cria um ambiente de integração social, em que o esporte se torna ferramenta de união e transformação nas comunidades. A SuperLiga aproxima atletas de diferentes regiões, possibilitando intercâmbio cultural e esportivo entre comunidades que muitas vezes vivem em isolamento", destaca Roberto Ramalho, presidente da OPA, associação sem fins lucrativos, que atua em projetos esportivos e é quem organiza o campeonato da Super Liga. A instituição instituição tem o papel de propor projetos para o Ministério dos Esportes, além de captar e entregar recursos para as comunidades. 

Em entrevista ao programa Liberal + Esporte, a analista de responsabilidade social da Equatorial Pará, Michele Miranda, ressalta a importância do projeto para garantir oportunidade e visibilidade para jovens atletas de diversos municípios do estado.

"O esporte é um transformador social. Quando trabalhamos campeonato, quando estamos investindo em um projeto tão grande como esse, que dá visibilidade para jovens que estão no interior e mostra pra eles que é possível sonhar, é gratificante. Afinal, estamos dando uma oportunidade para que essas pessoas também tenham visibilidade dentro do projeto", afirma. 

O apoio ao projeto surgiu como uma forma de incentivar o esporte nos municípios paraenses, além de promover a inclusão. "Para a Equatorial, essa parceria foi muito interessante, porque se trata de inclusão. Essa também é uma forma da Equatorial chegar nesses municípios. Além disso, é um projeto que transforma, sai das quatro linhas e garante visibilidade para os jovens, agregando tudo o que a gente busca em um projeto", complementa Michele Miranda.

A Super Liga Pará conta com a parceria da Federação Paraense de Futebol (FPF), o que tem proporcionado um crescimento da competição por meio da participação de um maior número de municípios, além de tornar o campeonato cada vez mais estruturado no interior do Pará

"A parceria tem sido positiva pelos resultados que vêm sendo apresentados. Quando a gente tem várias parcerias entre o público e privado, o alcance é maior dos resultados. Não à toa já temos 80 ligas e estamos com vários jogos. Isso traz a garantia de que está dando certo. E temos a credibilidade e a experiência da Confederação, trazendo isso para dentro do patrocínio foi muito relevante para nós", complementa. 

Para o próximo ano, a ideia é aumentar o número de ligas, abrangendo cada vez mais municípios do estado. "A expectativa é consolidar a SuperLiga como a maior competição amadora do Brasil em número de participantes e abrangência geográfica. A cada edição, buscamos aumentar a qualidade organizacional, ampliar a presença em regiões de difícil acesso, como a Ilha do Marajó, e gerar ainda mais impacto social e econômico para os municípios envolvidos. Nosso objetivo é transformar a SuperLiga em um legado permanente para o futebol comunitário do Pará, revelando talentos, fortalecendo a base esportiva e deixando uma marca de desenvolvimento social para as próximas gerações", finaliza o presidente da OPA, Roberto Ramalho.