MENU

BUSCA

Grande Loja Maçônica do Pará se prepara para celebrar 100 anos de história

Instituição se destaca por ações filantrópicas, educacionais e de assistência social em diversas regiões do Estado

Paloma Lobato

A Sereníssima Grande Loja Maçônica do Estado do Pará (GLEPA) se prepara para celebrar, em 2027, um marco histórico: o centenário de sua fundação. Criada em 28 de julho de 1927, a instituição completa 100 anos de atuação no Estado, consolidando uma trajetória marcada por ações filantrópicas, educacionais e sociais voltadas ao desenvolvimento da sociedade paraense.

A GLEPA nasceu da união de cinco tradicionais Lojas Maçônicas Simbólicas: Firmeza e Humanidade nº 01, fundada em 1857; Cosmopolita nº 02, de 1864; Renascença nº 03, de 1872; Antônio Baena nº 04, criada em 1899; e Firmeza e Fraternidade Sourense nº 05, fundada em 1922. Atualmente, a instituição reúne cerca de 3 mil membros ativos distribuídos em mais de 97 lojas instaladas em diferentes municípios paraenses.

Ao longo de quase um século de existência, a Grande Loja desenvolveu uma ampla rede de iniciativas voltadas ao atendimento de populações em situação de vulnerabilidade. Entre os principais exemplos está a manutenção da Casa da Fraternidade, localizada em Castanhal, que presta acolhimento e assistência a pessoas idosas. A instituição também apoia unidades de ensino nos municípios de Altamira, Dom Eliseu e Jacundá.

Grande parte dessas ações é executada por entidades paramaçônicas vinculadas à GLEPA, como a Associação das Damas da Fraternidade, a Ordem DeMolay, a Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas, as Filhas de Jó Internacional e a Ordem da Estrela do Oriente. Juntas, essas organizações desenvolvem projetos voltados à formação cidadã, à promoção da solidariedade e ao fortalecimento de valores comunitários.

Tradição histórica

A Maçonaria é reconhecida como uma instituição de caráter iniciático, filosófico, progressista e humanista. Suas origens remontam à Idade Média, quando era formada por artesãos e construtores responsáveis pelas grandes catedrais e castelos europeus. A partir do século XVIII, passou a incorporar intelectuais, cientistas, filósofos e integrantes da nobreza, ampliando sua influência em diferentes países.

No Brasil, a instituição esteve presente em momentos importantes da história nacional, participando dos movimentos pela Independência, pela Abolição da Escravatura e pela consolidação da República. Entre os maçons que integraram esses processos históricos está o imperador Dom Pedro I.

No Pará, nomes como Gama Malcher, Samuel Mac Dowell, Cipriano Santos, Lauro Sodré e Padre Eutíquio Pereira da Rocha figuram entre as personalidades que deixaram contribuições relevantes tanto para a história do Estado quanto para a Maçonaria paraense.

A instituição é atualmente presidida pelo Sereníssimo Grão-Mestre Adonai Eber Rodrigues Leitão, autoridade máxima da organização fundada por Apolinário Moreira em 1927.

Com a aproximação do centenário, a GLEPA reforça seu compromisso com os princípios que nortearam sua criação e que continuam orientando suas atividades. A instituição destaca o fortalecimento de sua presença em todas as regiões do Pará, a ampliação das ações sociais e o incentivo à participação das novas gerações por meio das entidades paramaçônicas.

A expectativa é que as comemorações dos 100 anos sirvam não apenas para celebrar a trajetória construída ao longo de um século, mas também para projetar novos desafios e metas para o futuro. Com uma estrutura consolidada e presença crescente no Estado, a Grande Loja Maçônica do Estado do Pará pretende seguir contribuindo para iniciativas voltadas à cidadania, à fraternidade e ao desenvolvimento social, mantendo vivo o legado que a tornou uma das mais tradicionais instituições maçônicas da Amazônia brasileira.