Banco da Amazônia abre a exposição 'Uma Belém no Olhar de Alguém'
A mostra reúne 35 imagens em homenagem ao aniversário da capital paraense
Para celebrar os 410 anos da cidade de Belém – comemorados em 12 de janeiro –, o Centro Cultural Banco da Amazônia inaugurou “Uma Belém no Olhar de Alguém”, mostra que estará aberta à visitação do público até o dia 8 de abril. Com curadoria de Emanuel Franco, a exposição é composta de 35 fotografias que refletem os olhares de 21 profissionais que atuam na área de artes visuais.
“Ao pensarmos essa exposição, nossa intenção foi a de reproduzir imagens ilustrativas do cotidiano da cidade, suas raízes, paisagens, valores arquitetônicos e outros caracteres típicos de Belém, demonstrando a valorização da cultura regional e o intuito de se manter ativa a trajetória institucional de ações patrocinadas, voltadas à preservação do nosso patrimônio artístico”, explica Emanuel Franco.
As obras que compõe “Uma Belém no Olhar de Alguém” são de autoria de Alexandre Baena, Andréa Noronha, Bizi, Celso Lobo, Déia Lima, Fabíola Tuma, Fatinha Silva, Guy Veloso, Iza Girard, Janduari Simões, Marcelo Vieira, Maria Cristina Gemaque, Mariano Klautau Filho, Marise Maués, Nádia Borborema, Patrícia Brasil, Renato Neves, Rosana Uchôa, Rosário Lima, Valério Silveira e Wagner Santana.
Ao traduzirem a essência do dia a dia de Belém por meio de seus olhares, esses fotógrafos e fotógrafas apresentam um convite para o público descobrir diferentes perspectivas da cidade que se revelam nas imagens selecionadas para a mostra, que reforçam, ainda, que não existe uma única Belém, assim como não existe uma única Amazônia.
“Ao mesmo tempo que reúne características que a faz tão singular, Belém é versátil e multifacetada, assim como nossa região. E essa pluralidade está presente nas fotografias da exposição. Convidamos a todos a visitarem a mostra, um presente para a capital onde começou a história e está a sede do Banco da Amazônia”, disse Ruth Helena Lima, gerente de marketing, comunicação e promoção.
O Centro Cultural Banco da Amazônia abre de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e sábado, domingo e feriado das 10 às 14 horas. A entrada para todas as exposições é gratuita.
Sobre o Curador Emanuel Franco
Atuando como curador e articulador de projetos expositivos desde os anos 1990, Emanuel Franco é arquiteto de formação e artista visual paraense. Desenvolve curadorias e ações curatoriais voltadas à arte contemporânea, com atenção especial à produção amazônica, aos processos de memória, território e identidade cultural.
Ao longo de sua trajetória, realizou e integrou curadorias em exposições coletivas, mostras institucionais e projetos de intercâmbio cultural no Brasil e no exterior, articulando artistas, espaços independentes e instituições culturais como o Salão Arte Pará e Bienais.
Realizou exposições individuais no Espaço Cultural Banco da Amazônia, Museu do Círio, Unama, Mabeu/CCBEU, Galeria Elf, Centro Cultural Sesc Boulevard, além de integrar projetos de pesquisa, criação e experimentação artística. Dirigiu a Galeria de Arte da UNAMA e foi curador do Salão UNAMA de Pequenos Formatos até 2015. Atualmente exerce a direção do Museu de Arte Sacra/ SIM/SECULT-PA.
Sobre os fotógrafos da exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém”
Alexandre Baena
Fotógrafo paraense, possui diversos trabalhos audiovisuais e fotográficos no Brasil, voltado ao segmento cultural, dentro dos mercados nacional e internacional. É publicitário, cineasta e documentarista. Na fotografia, já participou de 31 exposições, em projetos de itinerância nas cinco regiões brasileiras.
Andréa Noronha
Paraense, além de sua atuação como artista plástica, se destaca como fotógrafa, dedicando seu olhar sensível ao regionalismo amazônico. Suas fotografias capturam não apenas a biodiversidade exuberante da região, mas, também, a vida cotidiana de suas comunidades e a inter-relação entre o homem e a natureza. Com exposições nacionais e internacionais, é reconhecida pela originalidade e pelo impacto visual de suas criações.
Bizi
Artista paraense cuja fotografia une a precisão técnica da sua formação em Arquitetura e Urbanismo à sensibilidade estética aprimorada em anos de experiência nas artes visuais, Willman Bizi é influenciado pela volumetria e pelo domínio de texturas. Seu trabalho busca a "expressão da alma" através de retratos profundos, composições artísticas e uma fotografia documental que percorre desde a região amazônica até cenários internacionais.
Celso Lobo
Paraense, fotojornalista há mais de duas décadas, vem registrando histórias que merecem ser lembradas. Foi a fotografia que lhe ensinou a enxergar o mundo com outros olhos — e o guiou até aqui. Desde 2016, seu trabalho vem sendo reconhecido em premiações, exposições e publicações dentro e fora do Brasil. Esse reconhecimento nasce de uma paixão que o acompanha todos os dias: observar pessoas, captar emoções e transformar momentos em histórias contadas pela imagem.
Déia Lima
Fotógrafa, artista visual e arte-educadora, é formada em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem pela Universidade da Amazônia. Atua com fotografia desde 2010, tendo na Arte-Educação um eixo fundamental de sua prática artística. Sua produção autoral investiga o cotidiano urbano e as relações humanas a partir da documentação da cidade de Belém, articulando narrativas visuais que também se desdobram em autorretratos. Possui acervos nas Galerias do CCBEU/Pará, Graça Landeira (Unama) e no Museu de Arte Sacra.
Fabíola Tuma
Fotografa o Pará desde 2018 em vivências e em expedições. Já participou de exposições individuais e coletivas ao longo da carreira. Vencedora do concurso Fotografia Amazônica pelo Imazon.
Fatinha Silva
Radicada no Pará desde 1983, é fotógrafa, gestora e produtora cultural com atuação há mais de 25 anos. Premiada dentro e fora do Brasil, realizou duas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas, regionais, nacionais e internacionais. Sócia fundadora da Fotoativa e da Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil, onde atua como tesoureira (2025-2028), atualmente também coordena o projeto “Um País chamado Pará”.
Guy Veloso
Paraense, sua trajetória é marcada pela participação na 29ª Bienal de São Paulo (2010) e 4th Biennial of the Americas, Denver-EUA (2017). Foi curador-geral de fotografia na 23ª Bienal Europalia, Bruxelas-Bélgica (2011) e tem obras em importantes acervos como os de Essex Collection, Colchester-Inglaterra; Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal; Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro; Coleção Joaquim Paiva/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte de Belém; Museu Nacional de Belas Artes; Museu de Arte Moderna de São Paulo; MAR- Museu de Arte do Rio; Coleção Pirelli/MASP.
Iza Girard
Paraense, com participação em inúmeras exposições no Brasil e em outros países, possui publicações em jornais e revistas, além de obras em acervos de museus e trabalhos adquiridos por colecionadores. Suas produções artísticas são de cunho absolutamente respeitoso e com engajamento social, ambiental e humanístico.
Janduari Simões
Nascido em Itabuna, Bahia, começou a fotografar em 1975 no Museu Paraense Emilio Goeldi. Em 1980, foi estudar no Instituto Europeo di Design, em Roma-Itália. Na volta ao Brasil, trabalhou para o jornal A Tarde e Jornal da Bahia. Atuou, ainda, nas revistas Veja e Veja Bahia, Caminhos da Terra, Época, Você S.A, Nossa História, PZZ, e estrangeiras como Altair (Espanha), Travessia e Cidades (Portugal). Em 2014, foi o artista convidado do Prêmio Diário de Fotografia Contemporânea com a mostra "Cidade Invisível". Está no Panorama da Fotografia Contemporânea Paraense 80/90.
Marcelo Vieira
Jornalista, fotógrafo e designer, com atuação profissional desde 1991. Desenvolve trabalhos nas áreas de fotografia publicitária, moda, estúdio, still, culinária, fotografia social e fine art, unindo linguagem estética, técnica apurada e olhar autoral. Professor de Fotografia pela UFPA/Esamaz. É presidente e curador do Coletivo Fotográfico Foto Cine Clube Grão-Pará. Integra o conselho curatorial da galeria de imagens online Arte Amazon, atuando como artista e curador.
Maria Cristina Gemaque
Paraense, fez sua primeira exposição em 2015, com fotos de Belém, sua cidade natal, e de vários lugares por onde viajou. Desde então, participou de várias exposições tanto no Brasil quanto no exterior. Focado no patrimônio cultural ou histórico, seu trabalho revela que as cidades não estão presas as suas particularidades porque elas têm elementos estéticos universais, que faz com que as pessoas gostem das fotos.
Mariano Klautau Filho
Artista, pesquisador em arte e fotografia, curador independente e professor da Universidade da Amazônia. PhD em Artes Visuais pela ECA/USP. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Curador do Diário Contemporâneo de Fotografia, Belém desde 2010. Entre as exposições como artista, estão: “I Bienal das Amazônias” no CCBA – Belém – PA (2023), “Um País Chamado Pará” no Câmera Sete – Belo Horizonte – MG (2023), “A Perder de Vista” na Galeria Izabel Pinheiro – São Paulo - SP (2023). Dentre outros, tem obras em acervos do MAM-SP, MASP-SP, MEP-PA.
Marise Maués
Paraense, é graduada em Geografia (UFPA) e em Artes Visuais (UNAMA). É mestra em Artes visuais pelo PPGArtes da Universidade Federal do Pará - UFPA, na linha poéticas e processos de atuação em Artes. Desenvolve projetos artísticos tendo como linguagem a performance e a fotografia, com ênfase na criação de narrativas visuais em consonância com arte contemporânea. Possui participação em Salões de Arte em Belém, Goiânia, São Paulo, Montevidéu/Uruguai e Marburg/Alemanha. Artista convidada para integrar o 13º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia/Edição de 2024.
Nádia Borborema
Fotógrafa e artista visual que deu início à sua jornada na fotografia em 2017. Seu impulso veio do desejo de traduzir visualmente aquilo que as palavras não conseguem expressar. Desde então, se dedica a explorar os territórios menos visíveis da Amazônia, investigando as complexas interações entre o ser humano e a natureza, além da interconexão das diversas etnias que habitam essa vasta região. Seu trabalho vai além do simples registro documental, pois, busca criar imagens que evocam o onírico, utilizando uma linguagem lúdica e sensível – uma fotografia que sonha com a realidade.
Patricia Brasil
Paraense que encontrou na fotografia uma forma de entender melhor o mundo e se expressar. Dedica-se a retratar a vida no Norte e Nordeste do Brasil, aproximando-se de comunidades quilombolas, infâncias e terceira idade amazônicas, das visualidades das cidades ribeirinhas e das periferias urbanas. Nos últimos anos, tem também se voltado à natureza — rios, florestas, luzes e paisagens que compõem a vida na Amazônia — como extensão sensível de seu olhar sobre o humano. Participou da Exposição Coletiva durante a COP 30 - Sebrae/P - Belém/PA.
Renato Neves
Paraense, engenheiro civil, professor universitário e pesquisador. Amador e autodidata, sempre utilizou fotografias em sala de aula e como fonte de pesquisa. Ao longo do tempo, foi aprendendo a utilizá-la de forma mais instigante e reflexiva. Vê a fotografia como um lugar de encontro, um convite ao diálogo. Assim, discute e troca informações com as pessoas, contribuindo para desenvolver o senso crítico, a interpretar a realidade e reconhecer questões sociais que o cercam, e refletir sobre temas atuais.
Rosana Uchôa
Paraense, ingressou no universo fotográfico a partir da necessidade de apuração do olhar e aperfeiçoamento de registros de imagens colhidas em viagens pelo Brasil e exterior. No ano de 2011, iniciou na Associação Fotoativa (Belém) uma trajetória voltada a oficinas e cursos de capacitação profissional, envolvendo, a princípio, a fotografia artesanal, a analógica e a digital, e, posteriormente áreas específicas: fotografia em preto e branco, de viagem, de arquitetura, fotografia & pintura, retrato. Em novembro de 2024, ingressou no segmento Fotobordado (intervenção do Bordado em fotografias).
Rosário Lima
Paraense, arquiteta com larga experiência na profissão, começou a fotografar em 1984, quando fez o curso de laboratório preto e branco, na Associação Fotoativa. Participou de diversas atividades da associação, incluindo os foto varais do projeto “Cidade Velha”. Foi selecionada para duas edições do salão Arte Pará, nos anos 1990. Possui obras no acervo da coleção Rubens Paiva, em comodato com o MAM – Rio de Janeiro, tendo participado, em 2022, da exposição “Terra em tempos: fotografias do Brasil”.
Valério Silveira
Arte-educador e artista visual com Mestrado em Educação (UFPA). Tem obras em acervo no Museu da UFPA, Museu de Arte do CCBEU, Museu do Círio e no Diário Contemporâneo de Fotografia. Participou de várias exposições fotográficas, dentre elas: “Encharcada”– MAS – Fidanza, 2021; Bem Querer Marajó, Studio Dez, 2021; e Casa de Cultura Odisseia, SP, 2022. Vencedor do Concurso Cultural National Geographic, 2010. Vencedor do III Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marque dos Reis”, 2016. E foi 2º Lugar no Concurso Nacional de Fotografia “As Cores do Brasil”, FOTOGRAFE & NIKON, 2017.
Wagner Santana
Paraense, iniciou na fotografia em 1994 como freelance. Foi durante dez anos instrutor de fotografia das oficinas da Fundação Curro Velho. Tem trabalhos publicados na Revista Veja, Agência Estado, Gazeta Mercantil, jornal A Província do Pará, jornal O Liberal, jornal Diário do Pará, Amazônia Jornal e Agência Reuters. Vencedor do Incentivo Fotográfico 2018 – Imagens Cotidianas do Sesc Ver-o-Peso. Também em 2028 recebeu o prêmio Profissionais do Ano do Sistema FIEPA de Jornalismo. Atualmente é repórter fotográfico do Jornal O Liberal.
Palavras-chave