Um grupo de pessoas em cadeira de rodas está em frente ao estádio Baenão, em Belém, reivindicando melhorias na distribuição de ingressos para pessoas com deficiência (PCDs) no clássico Re-Pa, que será disputado neste domingo (11), pela final do Campeonato Paraense. Em entrevista ao jornalista João Wanderley, da Rádio Liberal+, os manifestantes relataram que poucos conseguem os bilhetes gratuitos, garantidos por lei.
"Os ingressos são vendidos pelo site, mas muitos PCDs não conseguem porque o prazo é muito curto. Em menos de 10 minutos, os pedidos de gratuidade são encerrados. No nosso movimento, somos entre 20 e 25 cadeirantes. Se cinco conseguem ingressos por jogo, é muito. Mesmo assim, vamos no dia do jogo para cobrar nosso direito, mas enfrentamos humilhações. Às vezes, a polícia resolve; outras vezes, não", disse Alexandre Jardim, líder do protesto.
Críticas aos acompanhantes e à acessibilidade
Alexandre também criticou a cobrança de ingressos para acompanhantes de PCDs. Segundo ele, o Remo exige o pagamento de 50% do valor do ingresso desses acompanhantes, essenciais para a locomoção das pessoas com deficiência física.
VEJA MAIS
"Temos dificuldades com transporte público, acessibilidade nas ruas e até nas rampas do estádio. Se o clube não oferece apoio, dependemos de acompanhantes. Antes, na gestão Fábio Bentes, eles entravam gratuitamente. Agora, na gestão Tonhão, enfrentamos esses problemas", lamentou o representante do movimento.
Posicionamento do clube
A Rádio Liberal+ entrou em contato com o Remo para responder às reclamações. O clube se posicionou apenas sobre a comercialização de meia-entrada para acompanhantes e disse que está amparado pela lei. O clube afirma que, de acordo com o decreto nº 8.537/2015, a pessoa PCD tem direito que um acompanhante compre o Ingresso meia- entrada e também o acompanhe nas filas presenciais durante o Evento. Importante ressaltar que o acompanhante não tem direito à gratuidade de ingresso, e sim à meia-entrada.
.png?f=default)