Família humilde e 'bico' como sinaleiro de guindaste: conheça a carreira do novo meia do Remo

Jogador acredita que o Remo será um divisor de águas na carreira

Fabio Will

A temporada 2020 já começou para o Remo. A diretoria azulina iniciou a construção do elenco e já anunciou algumas contratações, como o meia Lukinha, de 22 anos. O jogador conversou com a equipe de OLiberal e contou sobre a carreira, problemas e medo de não conseguir vingar no futebol.

Lukinha é de Paragominas e iniciou a carreira no PFC. De origem humilde, o jogador chegou a pensar em desistir do futebol no ano de 2017, mas conseguiu retomar a carreira graças a força dos pais Maria Silva e Luiz Silva.

“Larguei o futebol por falta de oportunidades, eu era desconhecido e as portas se fecharam. Procurei outra coisa para fazer e sobreviver, mas meus pais sempre me apoiaram. Sou muito grato a eles”, falou.

Neste período Lukinha trabalhou por seis meses de sinaleiro de guindaste. O jogador contou que precisava trabalhar para sustentar a filha Maria Luiza e a esposa Luene Lima, além dos pais.

“Trabalhei de sinaleiro de guindaste. Foi até uma profissão que me identifiquei, porém não quis levar adiante, pois o que eu queria de verdade era voltar a jogar futebol”, comentou.

AJUDA

A dificuldade era grande e Lukinha resolveu tentar a sorte novamente no esporte. Em 2018 o meia voltou a jogar futebol pelo Paragominas e no Jacaré do Norte encontrou uma pessoa fundamental na carreira e que ele faz questão de lembrar.

“Existe uma pessoa que colaborou muito para que eu estivesse aqui. O treinador Cacaio, que me deu oportunidade de começar de verdade uma carreira, com sequência de jogo. Tenho muito a agradecer a ele”, lembrou.

VIDA NOVA

Lukinha atuou em 2019 pelo Bragantino e disputando Parazão, Copa do Brasil, Série D e Copa Verde. Destaque no Tubarão, o meia já havia assinado um pré-contrato com o Remo no mês de agosto e foi emprestado à Tuna para a disputa da Segundinha. Para o jogador o contrato com o time azulino é a realização de um sonho.

“Após fechar com o Remo passou um filme da minha vida. O sofrimento da minha família, meus país, minha filha e esposa. Todo o meu esforço, a luta em nunca desistir e acreditar que eu seria capaz de mostrar o meu futebol. Sei que existe desconfiança, mas isso só me empurra a fazer mais ainda o que eu gosto. Sempre tive fé que esse dia iria chegar e o Remo será um trampolim para grandes coisas na minha vida. Eu só tenho a agradecer ao clube pela oportunidade”, disse emocionado.

Remo
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