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Devoto da 'Santinha', lateral do Remo agradece e relembra procissões ao lado mãe e avó

Jogador lamentou a não realização do Círio de forma tradicional,

Fábio Will

O Círio de Nazaré de 2020 será diferente, sem procissões, sem a corda, e também sem os devotos disputando um espaço na tradicional corda. Distante de Belém em outras temporadas, o lateral esquerdo Marlon, do Clube do Remo, que é devoto de Nossa Senhora de Nazaré, agradece à “Nazinha” pela carreira e seu retorno ao Leão.

De uma família católica, nascido e criado no distrito de Icoaraci, Marlon, de 35 anos, relembrou momentos que passou com sua vó e sua mãe em procissões quando era criança e que guarda com carinho.

“Sou católico, venho de uma família toda católica e devota de Nossa Senhora. Sou uma pessoa que não sou de fazer promessas, só peço saúde e agradeço por tudo que ela fez na minha carreira, por tudo que ela me proporcionou. Sempre procuro sempre acompanhar a passagem da Berlinda, sempre fiz isso com minha vó e minha mãe, quando criança elas me levavam para acompanhar a passagem na Avenida Presidente Vargas”, contou.

Titular absoluto no time do técnico Paulo Bonamigo, Marlon está na sua segunda passagem pelo Time de Periçá. O lateral comentou como será o Círio de 2020, diferente, porém especial e cheios de significados.

“Infelizmente a pandemia atrapalhou um pouco. Estava ansioso para passar mais um Círio em Belém junto com a família, mas não teremos Círio da forma tradicional, mas mesmo assim estarei em casa, fazendo os meus pedidos e agradecendo”, disse.

O jogador retornou desconfiado ao Remo, parte da torcida questionou sua contratação, mas quando a bola rolou, o lateral manteve a regularidade e conseguiu conquistar a confiança do torcedor. Na atual temporada Marlon já realizou 12 partidas e marcou um gol importante, no último clássico, na vitória azulina por 3 a 2, que consolidou o Remo no G-4 da Série C e quebrou o jejum de triunfos diante do Paysandu. Perguntado se fez um pedido especial, Marlon sorriu e afirmou que com fé irá alcançar os objetivos no ano.

“Só peço saúde, o resto corremos atrás. Ela (Nossa Senhora de Nazaré) estará sempre nos abençoando, quero trabalhar e conquistar os objetivos do clube. A fé move montanhas e assim vamos alcançar as coisas.

Remo