"O Remo precisa de uma dedicação full time e hoje eu estou em condições". Com essa frase, o candidato à presidência do Clube do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o "Tonhão", começou a entrevista aos jornalistas Luiz Moura, André Junior e Michel Anderson, no videocast Último Lance, do Grupo Liberal. Tonhão é o terceiro entrevistado da série com os candidatos que disputam as eleições do clube, marcadas para o próximo dia 12.
A primeira medida, se eleito, é acabar de vez com os apaniguados, que, segundo ele, atravancam a guinada ao profissionalismo. "Não vou ter diretor estatutário, amigo de presidente, parente de presidente. Vai ser uma estrutura altamente profissional, com presidente, dois vices e a estrutura de futebol, CEO, gerente executivo, comissão técnica e a parte de supervisão logística. Hoje, diferente de antes, você trabalhava como supervisor. Hoje o Remo tem uma estrutura que dá condições da gente fazer um bom trabalho. Não podemos ser amadores, com diretor amigo, simpatizante do presidente. Isso não vai acontecer mais", garante.
Confira a entrevista completa:
Como sucessor natural do presidente Fábio Bentes, que teve a gestão marcada pelo pagamento integral das dívidas trabalhistas, ele espera manter os compromissos financeiros, agora com fôlego para investimentos mais robustos, sobretudo no futebol. "Vamos continuar agora focados em pagar a nossa dívida junto a justiça cível e às dívidas tributárias. Particularmente, será uma felicidade muito grande. Sempre peguei o Remo numa situação de crise. Inclusive acho que o trabalho de saneamento do clube contribuiu para o surgimento de várias candidaturas", avalia.
Sobre o futebol, carro feche da instituição, Tonhão revelou que tem nomes para gerir o departamento, incluindo a palavra do técnico Ricardo Catalá para o retorno em uma eventual vitória nas urnas, faltando apenas fechar com o executivo de futebol, que, segundo ele, “é mais difícil”.
Ainda no aspecto da bola, Tonhão espera contar com a integração total de setores próximos, principalmente da base. "Vamos fazer um trabalho de integração. Teremos um profissional ligado à comissão técnica, não só na base, mas também no salão, um profissional local. Dentro deste projeto, teremos de seis a oito jogadores da base dentro do plantel do clube Se eles vão jogar ou não cabe ao treinador".
SAIBA MAIS
Sobre o Baenão, o candidato diz ter investimento garantido. "Uma empresa privada está em conversa com o clube, para construir um complexo de camarotes e cadeiras, aumento de 4 a 5 mil pessoas. No Carrossel existe o interesse de uma empresa do ramo hoteleiro de fazer duas torres, já visando a COP 30. Esse formato será discutido após as eleições, caso sejamos eleitos".
Tonhão apresentou seus planos para o aumento do quadro de associados, expectativa para as competições do próximo ano, mas evitou falar em nomes. Quanto ao CT, o candidato revela uma outra parceria que já vem ocorrendo e pode ser mantida e ampliada. “Pretendemos continuar a parceria por mais três anos e investir em refeitório e acomodação”.
Os investimentos, segundo ele, devem passar também pela sede social, que abriga dezenas de modalidades esportivas, a maior parte dela olímpicas. Quanto ao futebol, o candidato reforçou a necessidade de se montar um grupo forte desde o início do ano, dada as dificuldades naturais de mercado ao longo da temporada, quando o clube vai entrando nas competições nacionais, que financeiramente são mais atrativas. Tonhão estima uma folha para a Série C acima de 1 milhão de reais.
Em caso de acesso, segundo ele, o assunto SAF finalmente poderá ser estudado. "A SAF está sendo estudada. Existe uma empresa de fora que está fazendo um diagnóstico para apresentar um resultado lá na frente. Particularmente, o único modelo de SAF que me agradou foi a do fortaleza, mas isso na minha opinião, precisa de um estudo mais detalhado. Não vejo para agora, e sim mais para frente", completou.
