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Marcelo Rangel aponta fatores para desempenho em alto nível

Goleiro do Remo destacou ainda a relação com a torcida, classificando como 'natural' a pressão

Junior Cunha | Especial para O Liberal

Principal jogador do Remo nos últimos anos, o goleiro Marcelo Rangel vive um ciclo de grandes jogos com a camisa azulina. Aos 38 anos, o camisa 88 chegou ao clube ainda na Série C de 2024 e participou de forma ativa das duas campanhas de acesso, que levaram o Leão à primeira divisão do futebol brasileiro. 

As atuações de destaque dentro de campo passam pelo trabalho que não é visto pelo torcedor, conforme relatou o goleiro. Marcelo Rangel apontou dois fatores para o alto rendimento na carreira. Primeiro, a estrutura oferecida pelo clube, com a eficiência do Núcleo Azulino de Saúde e Performance, o Nasp, e o staff da comissão técnica, tendo Daniel Crizel como preparador de goleiros. Para Rangel, essa combinação auxilia na "longevidade" dentro do futebol. 

"Nós temos hoje um Nasp extremamente competente, liderado pelo doutor Jean Klay e toda uma equipe. Hoje, tenho um dos melhores treinadores de goleiro do Brasil ao meu lado, que é o Daniel Crizel, que já passou por Seleção Brasileira. Tenho o privilégio por ter estes profissionais ao meu lado. Isso te ajuda a ter uma longevidade (no esporte). São pessoas que entendem o atleta, o lado clínico", destacou. 

Em segundo lugar, o goleiro do Remo classificou o lado mental como outro fator para manter um nível de desempenho esportivo. No caso dele, isso é "resolvido" dentro de casa. Marcelo Rangel revelou ter na família um "refúgio" na hora de desacelerar após uma partida ou em um momento de tensão na temporada. 

"Aqui (no clube), vivemos sobre constante trabalho, jogos difíceis, pressão. E tem o lado mental. O meu é quando acaba o jogo. Chegar em casa e ter a minha esposa, minha filha alegre e feliz para você recuperar a parte mental e dar uma relaxada. Sou um cara bem família. Gosto de estar com a minha esposa, minha filha para recuperar a minha mente, até porque aqui dentro (do clube) tenho todo o suporte clínico para estar bem fisicamente". 

Relação com a torcida

A pressão vinda das arquibancadas é outro ponto importante nesta relação. Em 2026, o Remo vem vivendo altos e baixos em meio a grande expectativa do início do ano, com a ida à Série A do Brasileirão, o alto investimento no elenco e a realidade de disputar contra os principais clubes do país. 

A perda do Campeonato Paraense e a queda na primeira fase da Copa Norte, aliada ao mau desempenho sob comando de Juan Carlos Osório, resultaram em protestos da torcida, com faixas na sede social e Estádio Banpará Baenão, além de idas ao Aeroporto Internacional de Belém "recepcionar" o elenco.

"O torcedor quer ver o time vencendo, conquistando os objetivos. Mas o futebol é complicado. Viemos com um calendário diferente neste ano. A nossa equipe foi totalmente remontada, com jogadores chegando durante o Campeonato Estadual, Copa Verde, Brasileirão. É natural levar um tempo para começar a fluir", ponderou o goleiro. 

Porém, neste mês de Maio, o Remo vem em uma crescente com Léo Condé. Nos últimos quatro jogos são três vitórias - sendo duas fora de casa contra Botafogo e Chapecoense - e um empate - contra o Palmeiras, líder do Brasileirão. Para Marcelo Rangel, isso demonstra uma "fluência" no trabalho que está sendo desenvolvido. 

"Vejo agora, principalmente de abril para cá, que o trabalho está fluindo. O torcedor tem também que ter paciência as vezes. Estamos aqui dentro trabalhando, dando a vida pelo clube e nem sempre os resultados positivos vem. A torcida do Remo é muito exigente, quer sempre estar vencendo. É natural pela grandeza do clube. Graças a Deus esses últimos jogos temos vencido, feito bons jogos e a torcida reconhece isso", finalizou.