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Invicto no Parazão, mas pressionado: Osorio chega ao Re-Pa sob desconfiança da torcida

Treinador azulino ainda não caiu nas graças dos torcedores azulino e duelo contra o Paysandu pode ser a 'redenção'

O Liberal

A final do Campeonato Paraense pode ser decisiva para o treinador Juan Carlos Osorio no Remo. Neste domingo (1º), o clube inicia a caminhada rumo ao bicampeonato do Parazão contra o maior rival, Paysandu, e, além de toda a pressão que envolve o Re-Pa, o time azulino e, principalmente, o técnico precisa vencer e convencer a torcida, que tem pegado no pé do colombiano desde o início da Série A do Campeonato Brasileiro.

É que, tanto no Remo quanto no Paysandu, a máxima é vencer o Re-Pa - ainda mais em uma final de campeonato. Assim, uma derrota ou a perda do título para o maior rival, que disputará a Série C em 2026, pode custar o cargo de um treinador.

Retrospecto

Osorio é, sem dúvida, um dos personagens de destaque do futebol nortista neste início de 2026. Ex-treinador do São Paulo, Atlético-PR e da Seleção do México, com Copa do Mundo no currículo, o colombiano chegou ao Remo com a missão de montar um time capaz de permanecer na elite do futebol brasileiro. No entanto, ainda não caiu nas graças da torcida azulina. O Núcleo de Esportes de OLiberal tentou uma entrevista exclusiva com o técnico, mas não teve a liberação clube.

Até o momento, à frente do Leão Azul, Juan Carlos Osorio soma 12 jogos (não comandou o time contra o Castanhal nas quartas de final do estadual), com quatro vitórias, apenas uma derrota e sete empates, sendo três pela Série A. A estreia foi contra o Águia de Marabá, na final da Supercopa Grão-Pará, com uma vitória sofrida por 2 a 1. Naquele momento, a equipe ainda estava em fase de adaptação, iniciando a temporada.

Na sequência, o Leão Azul estreou com vitória no Parazão, contra o Bragantino. Após as primeiras partidas, Osorio definiu a base titular da Série A, com jogadores como Marcelo Rangel, Alef Manga, Zé Ricardo, Patrick de Paula, Diego Hernández e João Pedro, além de Vitor Bueno e Leonel Picco. Com isso, a equipe evoluiu e fez bons jogos contra o Atlético-MG e Internacional. Contudo, acumulou uma sequência de empates, quatro pelo Parazão, o que aumentou a desconfiança da torcida.

No estadual, com um time misto, apesar de invicto, o desempenho não empolgou. O Remo venceu apenas três partidas e empatou cinco.

Com Osorio, a equipe azulina não costuma ficar recuada e busca propor o jogo de forma mais agressiva. No entanto, o time tem atuado mais aberto. A estratégia exige uma recomposição veloz e, em alguns momentos, deixa o Remo vulnerável. Para se ter uma ideia do impacto defensivo, o Remo só não sofreu gols em duas das 12 partidas sob o comando do colombiano.

Além disso, uma das principais críticas da torcida ao treinador é a utilização de atletas fora de suas posições naturais. No duelo contra o Internacional, por exemplo, em alguns momentos, o zagueiro Kayky Almeida foi improvisado na lateral. Na partida contra o Inter, inclusive, o técnico foi vaiado e chamado de “burro” pelos torcedores pelas escolhas táticas. 

 

Re-Pa

No primeiro encontro entre Remo e Paysandu em 2026, houve empate. O resultado foi bastante comemorado pelos bicolores, que apostam na base como um dos pilares da temporada, enquanto deixou um gosto amargo para os azulinos.

A pressão tende a ser maior para o lado azulino, que disputa a elite do futebol brasileiro, conta com maior investimento e elenco mais experiente. Para o clássico decisivo, Osorio deve manter a base utilizada na Série A em busca do resultado que pode definir o campeão estadual e também a "redenção" com a torcida.