Diego Hernández fala sobre simbolismo, protagonismo e pressão no segundo Re-Pa pelo Remo
Com a camisa 33, o atacante uruguaio garantiu a vitória azulina no último clássico
Destaque do último Re-Pa e uma das peças-chave do acesso do Remo, o atacante azulino Diego Hernández vai com tranquilidade para o clássico deste domingo (8), mas ciente da responsabilidade de vencer o Paysandu. Em entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal, o uruguaio falou sobre a expectativa para o duelo contra o rival.
"É uma atmosfera muito linda, muito passional. Acho que as pessoas daqui do Norte fazem o clássico assim. Então, [estou] tranquilo, esperando um momento do jogo, que seja o melhor para nós", declarou Hernández.
O peso da camisa 33
Anunciado no dia 22 de julho, após curtas passagens pelo futebol mexicano e chileno, Diego era uma das apostas para ajudar o Remo na arrancada rumo ao acesso. Além disso, Hernández chegou vestindo a camisa 33 - número simbólico que representa a quantidade de jogos que o Leão Azul ficou sem perder para o rival Paysandu.
No início da temporada, a numeração havia sido de Felipe Vizeu, contratação azulina que não se firmou. Assim, o uruguaio tinha uma dupla missão: honrar a camisa e tentar buscar o acesso - objetivo alcançado ao fim da campanha.
"O momento em que senti que a camisa era pesada foi quando me apresentaram no clube. Aí as pessoas passaram a me chamar na rua só de camisa 33. Não me chamavam de Diego, de Hernández, de gringo, de nada. Só camisa 33. Aí eu falei para meu pai: 'Po*ra, é uma camisa pesada, sério'. Então, tem que ter responsabilidade e estudá-la", contou o atacante, que, apesar de sentir o peso do manto, gosta de usá-la e a tem como motivação.
Mesmo com a pressão e a responsabilidade, as coisas foram dando certo entre o clube e o jogador. Hernández se tornou o primeiro camisa 33 a marcar contra o Papão, justamente no seu primeiro clássico. De falta, já nos acréscimos, ele marcou o terceiro gol da vitória azulina por 3 a 2. A partida era válida pela 32ª rodada da Série B. Na entrevista, Diego comentou que a vitória sobre o Paysandu era muito importante. Segundo o atacante, a importância do clássico ficou clara na sua chegada, quando ouviu de torcedores que o time podia perder qualquer jogo, menos para o maior rival.
"O jogador de futebol sempre tem responsabilidade, mas no clássico é ainda mais. Eu sempre falo que, quando cheguei aqui, um torcedor me falou: 'você pode jogar mal, pode perder, mas tem que ganhar do Paysandu'. E isso ficou em mim e é assim que eu tomo isso", contou.
"O mesmo Diego"
Passados cerca de seis meses desde a sua estreia pelo Remo, Diego carrega consigo a tranquilidade de quem tem buscado fazer o seu melhor dentro do clube. E, para este Re-Pa, segundo ele, não há nada de diferente.
"Acho que não mudou, não trocou nada. Acho que vai ser o mesmo Diego. Tem que ser o mesmo Diego. Então, é só esperar o jogo e, como falei, que aconteça o melhor para nós", disse.
Confiante, o uruguaio destacou que a equipe chega bem preparada. Sabe que será um duelo difícil, mas acredita que o apoio da torcida e o trabalho realizado ao longo da semana podem fazer a diferença.
"A preparação para mim é sempre a mesma, então, tranquilo. Sei que é um jogo muito difícil, que aqui em Belém é melhor. Acho que o time está fazendo um trabalho muito bom, uma preparação boa. Então, só falo para o torcedor o que falei já na pré-temporada: que sigam apostando, que isso sempre ajuda", concluiu o jogador.
Agenda
Em retrospecto recente, em 2025, as equipes se enfrentaram cinco vezes, com duas vitórias para os bicolores, dois triunfos para os azulinos e um empate. O Leão Azul ainda conquistou o título do Campeonato Paraense sobre o maior rival em disputa de pênaltis.
O duelo entre Remo e Paysandu está marcado para as 17h, no Mangueirão. A partida é válida pela quarta rodada do Campeonato Paraense.
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