Alef Manga projeta Re-Pa, cita Osorio, chegada de Condé e fala sobre 'polêmica das apostas'
Atacante falou ao Grupo Liberal sobre clássico contra o Paysandu, pressão da torcida, troca de técnico e momento da carreira
O Remo terá uma missão decisiva no próximo domingo (8): vencer o Paysandu para reverter a vantagem conquistada pelo rival no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense. Na primeira partida, o clube bicolor venceu por 2 a 1 e agora o Leão Azul precisa do resultado positivo para seguir na disputa pelo título.
WhatsApp: saiba tudo sobre o Remo
Um dos principais nomes do elenco azulino, o atacante Alef Manga conversou com exclusividade com o Grupo Liberal sobre a preparação para o clássico, a pressão da torcida, a troca de comando técnico e o momento que vive na carreira.
Aos 31 anos, o jogador também comentou a desconfiança inicial de parte da torcida azulina, o período em que ficou suspenso por envolvimento com apostas e os objetivos do clube para a sequência da temporada.
Alef Manga comenta desconfiança inicial da torcida
Segundo o atacante, a recepção inicial de parte da torcida foi marcada por dúvidas sobre seu desempenho, mas ele afirmou que procurou responder dentro de campo.
“Agradeço a Deus por esse momento que eu estou vivendo no Remo. Muitos torcedores não estavam acreditando no meu trabalho. Eles têm todo o direito de se manifestar. Procuro trabalhar em silêncio e acho que a resposta vem dentro de campo. Ainda tenho coisas para melhorar, mas estou vivendo um bom início de temporada. Vim para ajudar meus companheiros, independentemente de quem faça o gol. O mais importante é sair com o resultado positivo”, disse.
Convite para jogar no Remo veio de Marcos Braz e Cadu
Alef Manga revelou que a negociação para defender o Remo poderia ter acontecido anteriormente, quando ainda atuava pelo Goiás, mas veio no momento certo e contou com apoio de Marcos Braz.
“Era para eu ter vindo antes. Eu estava no Goiás e inclusive joguei contra o Remo aqui no Baenão e fiz um gol. Já existia essa possibilidade naquela época, mas a negociação não avançou. Hoje Deus está me dando essa oportunidade e acredito muito no projeto”, afirmou. O atacante também citou o convite feito por dirigentes que estavam no clube naquele momento.
“O pessoal que estava aqui, como o Marcos Braz e o Cadu, que já se foram, me fizeram o convite. Quando recebi a proposta através do Braz, não pensei duas vezes. Sei que jogar contra o Remo é difícil e fiquei feliz por ter a oportunidade de estar aqui”, contou.
Jogador relembra período de suspensão por apostas
Durante a entrevista, o atacante também falou sobre o período em que ficou afastado do futebol por envolvimento com apostas esportivas.
“O que aconteceu comigo são águas passadas. Foi muito difícil o período em que fiquei parado, praticamente um ano sem fazer aquilo que mais amo. Mas Deus me deu uma segunda oportunidade. Poucos recebem uma chance dessa, ainda mais em um clube grande como o Remo e jogando na Série A”, comentou. Segundo ele, a experiência trouxe aprendizado e que contou com uma rede de apoio.
“Aprendi muita coisa, principalmente com a minha família. O tempo passa e as pessoas amadurecem. Recebi muitos conselhos e acredito que todo ser humano merece uma segunda chance. Hoje estamos em 2026, um ano muito importante na minha carreira, dando a volta por cima”, disse.
Objetivo é conquistar o Parazão e vencer na Série A
Além da decisão do Campeonato Paraense no domingo, o Remo também terá compromisso pela Série A do Campeonato Brasileiro na próxima semana. A equipe enfrenta o Fluminense, em Belém. Alef Manga afirmou que o grupo está focado em conquistar o título estadual e também buscar a primeira vitória na elite do futebol nacional.
“Vim para ajudar o clube. Não sou melhor que ninguém e quero contribuir com meus companheiros. Quando o coletivo funciona, o individual aparece. O mais importante para mim é conquistar essa vitória no domingo e levantar o título. Depois, na Série A, queremos muito essa primeira vitória”, afirmou.
Atacante comenta troca de técnicos no Remo
O jogador também falou sobre as mudanças recentes na comissão técnica do clube. Ele destacou a experiência do técnico Juan Carlos Osório e comentou a chegada de Léo Condé.
“Com o Osório foi um período de adaptação. Ele é um treinador que não é do Brasil e já trabalhou em Copa do Mundo. Foi preciso entender a forma como ele gosta de jogar”, explicou.
Sobre o novo treinador, o atacante demonstrou confiança
“Cada jogo é uma oportunidade que Deus está me dando e vou sempre honrar a camisa. Quero agradecer ao Osório pela oportunidade que me deu. Agora é virar a página. Tenho certeza de que a diretoria fez uma escolha correta com o Léo Condé. Quero ajudar ele e meus companheiros dentro de campo”, declarou.
Alef Manga projeta clássico decisivo contra o Paysandu
Para o atacante, o clássico Re-Pa tem um peso especial não apenas para os clubes, mas para toda a cidade de Belém.
“Sabemos que é uma decisão e um campeonato muito importante para o clube e para a cidade. Vamos fazer de tudo para sair com esse título. Conheço bem a importância desse jogo e a rivalidade que existe. O Futebol é coletivo e tenho consciência da responsabilidade de vestir essa camisa. Se Deus quiser, domingo faremos um grande jogo e poderemos levantar a taça”, completou.
Palavras-chave