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Paysandu quita um mês atrasado e espera até o final do ano honrar os compromissos com o elenco

Cota da Série B de 2018, venda de ingressos da final e o título da Copa Verde podem ajudar o time bicolor a resolver problemas financeiros

Andreia Espírito Santo

A situação financeira do Paysandu em 2019 é apontada como crítica. Mas aos poucos a diretoria bicolor vai tentando efetuar os pagamentos dos jogadores, ainda mais com a proximidade da final da Copa verde.

Na última quarta-feira (30), o time bicolor deu uma amenizada na situação ao pagar um mês de salário e de direito de imagem. Mas o time ainda continua em déficit com os jogadores, só que a dívida diminuiu. A informação foi confirmada pelo presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul.

“A gente convive com isso (atrasos salariais) desde junho. Sempre fui transparente. Nunca escondi de ninguém. Mas nós já fizemos mais um pagamento. Pagamos uma folha atrasada e uma imagem atrasada. A gente ainda continua em déficit mas menos do que era. Só que está tudo encaminhado para terminar o ano em azul”, garantiu o mandatário bicolor.

O título da Copa Verde ajudaria o Paysandu a resolver os problemas financeiros. Por isso, o time tem focado na conquista do tricampeonato.

“O título não ameniza, ele resolve. Porque a premiação do título é de R$ 2,5 milhões de reais. Mas a gente tem a renda do jogo da final. A gente tem a cota da Série B de 2018 que conseguimos destravar. Temos recursos para, até o final do ano, honrar com todo nosso elenco e é justamente por conta disso que estamos obtendo sucesso nas renovações do Paysandu”, afirmou Gluck Paul.

Enquanto a diretoria bicolor cuida da parte administrativa, jogadores e comissão técnica seguem a preparação para os jogos contra o Cuiabá-MT da final da Copa Verde.

 

No elenco... 

A dificuldade financeira do Paysandu é um assunto debatido na opinião pública de forma escancarada. O lateral-direito Tony, por exemplo, admitiu que o atraso salarial se aproximava de dois meses. O clube, no entanto, informou que conseguiu quitar uma falha de salário e de direitos de imagem. Portanto, o débito é de um mês. 

O grupo de 2019, liderado pelo treinador Hélio dos Anjos, evita ter uma postura de cobrança com relação a diretoria. Os atletas, porém, avaliam que o título da Copa Verde pode ser a salvação do ano. "Envolve muitas coisas para o clube, inclusive, financeiramente e vaga na Copa do Brasil", disse o meio-campo Leandro Lima, que está na Curuzu desde o início de 2019. Ele comentou que a cota do campeão, que é de R$2,5 milhões, pelo fato de garantir o direito de entrar nas oitavas de final da Copa do Brasil 2020, além da renda oriunda de um Mangueirão lotado, trará um fôlego para a administração do clube. 

Os jogos da final estão agendadas para os dias 14 (na Arena Pantanal) e 20 de novembro (Mangueirão). No momento, o grupo bicolor se prepara exclusivamente para as finais da competição.