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Paysandu aplica sonora goleada na Tuna e está na semifinal do Parazão

Depois de um primeiro tempo marcado por três pênaltis, o Papão foi dominante na etapa final, construiu a goleada por 5 a 1 na Curuzu e confirmou a classificação para enfrentar o Castanhal na semifinal do Parazão.

Igor Wilson

O Paysandu goleou a Tuna por 5 a 1, de virada, na Curuzu, em jogo único pelas quartas de final do Parazão, e garantiu vaga na semifinal, onde enfrentará o Castanhal. A partida foi marcada por um primeiro tempo incomum, com três penalidades, e por um segundo tempo de amplo domínio bicolor, no qual o Paysandu deslanchou, transformou o placar em goleada e confirmou a classificação com autoridade.

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1º Tempo 

O Paysandu tomou a iniciativa desde o apito inicial, ocupou o campo ofensivo e tentou fazer do jogo um exercício de insistência. A bola procurava Ítalo dentro da área, como se ali estivesse a resposta mais simples. Logo aos três minutos, ele apareceu livre para cabecear, mandou para fora, mas a jogada já não valia: Kleiton Pego estava impedido. Foi um desses lances que anunciam pressão, mas não garantem vantagem. 

A Tuna, fechada e paciente, encontrou o gol no que tinha de mais direto. Aos dez minutos, um chutão da defesa virou lançamento preciso para Paulo Rangel, que entrou na área e foi tocado por Iarley no momento da finalização. O jogo parou, o VAR entrou em cena e o tempo pareceu escorrer devagar por três minutos. Confirmada a penalidade, Rangel bateu com frieza: bola de um lado, Gabriel Mesquita do outro. A Tuna abriu o placar e passou a fazer do relógio um aliado. O Paysandu respondeu quase de imediato, com Thaylon trazendo da esquerda para o meio e finalizando rasteiro, a bola tirando tinta da trave de Vinícius. Era o aviso de que o empate não demoraria, ainda que o jogo seguisse travado, picotado por faltas, paradas e reclamações. 

A Tuna ainda mostrou perigo aos 24, quando Wesley arrancou pela esquerda, entrou na área e bateu cruzado, muito perto do gol. Mas a pressão bicolor se manteve. Aos 27, Pedro Henrique lançou Kleiton Pego com precisão; ele dominou, entrou na área e chutou para o corte desesperado de Luan, que salvou desviando para escanteio. Um minuto depois, o empate veio do jeito que o jogo indicava: Kleiton Pego foi derrubado na área após contato de Kauê. O próprio atacante bateu com segurança, deslocou o goleiro e deixou tudo igual. 

O primeiro tempo seguiu físico, truncado, com pouco jogo corrido. Ainda assim, o Paysandu insistiu até o último segundo. Já aos 46, Marcinho recebeu na área e foi atingido por um carrinho perigoso. O árbitro marcou o pênalti sem hesitar. Ítalo caminhou para a cobrança, bateu no canto, viu a bola beijar a trave antes de entrar, seu quarto gol no Parazão, artilheiro. A virada estava consumada antes do intervalo. 

2º Tempo

O segundo tempo começou como se o Paysandu tivesse decidido encurtar qualquer suspense. Aos três minutos, a bola parada voltou a pesar. Marcinho cobrou falta levantando na área, Vinícius saiu mal mais uma vez e não encontrou a bola. Iarley, livre, apenas escorou para o gol vazio, num lance que misturou simplicidade e redenção, depois do pênalti cometido ainda na primeira etapa.

Com o terceiro gol, o Paysandu passou a administrar o jogo com mais inteligência. Recuou um pouco, deixou a Tuna com a posse e se organizou para atacar nos erros. Aos dez minutos, Thaylon lançou Kleiton Pego dentro da área; o zagueiro chegou de carrinho, o atacante pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Do banco, Robson Melo tentava respostas, promovendo mudanças para dar fôlego a uma equipe que já demonstrava dificuldade.

Aos 18 minutos, a goleada tomou forma. Emerson errou na saída de bola, Pedro Henrique foi rápido na leitura e lançou Ítalo dentro da área. O atacante bateu forte, sem chances para o goleiro, marcou o quarto gol e consolidou sua artilharia no Parazão. Pouco depois, Kleiton Pego tentou repetir a dose em jogada parecida, mas Vinícius conseguiu defender. O Paysandu mostrava fome de mais.

A Tuna dava sinais claros de desgaste. Paulo Rangel ainda teve uma chance ao girar dentro da área, mas finalizou mal. Foi o máximo que conseguiu produzir. O Paysandu seguiu dominante, ocupando o campo ofensivo e controlando o ritmo. Aos 40 minutos, veio o golpe final. Pedro Henrique recebeu a bola fora da área, próximo à linha, ajeitou o corpo e soltou um balaço, daqueles que não pedem licença. A bola estufou as redes e selou o 5 a 1, sonora goleada.