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Nacional 'massacra' o Paysandu na Arena da Amazônia e aplica goleada histórica pela Copa Norte

Os bicolores sofreram do início ao fim e viram o Nacional empilhar um gol atrás do outro, até alcançar o 'famoso' 7 a 0

O Liberal

A partida entre Nacional e Paysandu foi um verdadeiro massacre sofrido pelos bicolores. Com um time reserva e comandado pelo auxiliar Elton Macaé, o Papão perdeu por 7 a 0 e desceu uma posição no grupo A da Copa Norte, estando agora em quarto, com três pontos.

VEJA COMO FOI A GOLEADA DO NACIONAL POR 7 A 0 NO LANCE A LANCE

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A derrota humilhante sofrida pelo Paysandu, testemunhada pessoalmente pelo presidente Márcio Tuma, vai além das quatro linhas. O resultado expõe as deficiências de uma engrenagem que ameaça destruir mais uma temporada, enquanto o discurso de mudança segue em evidência, mascarando a real situação do Papão da Amazônia, que passa por uma recuperação judicial sem previsão de término.

Quanto ao jogo, os primeiros 10 minutos de jogo surpreenderam. Em pouco tempo, dois lances já indicavam que a partida seria disputada até o fim. Primeiro, o Paysandu chegou com perigo logo após o apito inicial: Klayvert finalizou de cabeça, mas sem força.

Na sequência, porém, vieram momentos desastrosos para o time bicolor. Aos quatro minutos, o Nacional avançou pela direita. Após o cruzamento, Hernani desviou e Renanzinho, aproveitando a inércia da zaga, bateu na saída de Jean Drosny para abrir o placar.

Ali começava o pesadelo bicolor. Três minutos mais tarde, Renanzinho cobrou escanteio, a bola foi desviada na primeira trave, e Hernane Brocador ajustou para Michel mandar para o fundo das redes: 2 a 0, tudo isso antes dos 10 minutos.

Após o segundo gol, o Paysandu tentou reagir e ensaiou uma postura mais agressiva. Em uma das chances, Klayvert recebeu em boas condições, mas optou por cavar a falta. E, como o futebol costuma punir o oportunismo, o Nacional mostrou por que lidera a Copa Norte.

Aos 20 minutos, Renanzinho cobrou falta na área bicolor, Thiago Lopes finalizou e contou com a falha do goleiro Drosny, que foi vazado entre as pernas. Era o terceiro gol, já com cara de goleada.

Com uma desvantagem tão larga em pouco tempo, o Paysandu por pouco não se entrega, tamanha a dificuldade em reagir taticamente. O primeiro tempo foi totalmente dominado pelos donos da casa.

Mesmo após sofrer três gols, Drosny ainda evitou um prejuízo maior, com ao menos duas boas defesas. Enquanto isso, os jogadores de linha até tentavam algumas finalizações, mas com um ar mais protocolar do que propriamente de quem buscava reverter o placar.

2º Tempo

Na volta do intervalo, o auxiliar técnico bicolor, Elton Macaé, tentou dar novo fôlego ao time ao substituir o volante JP Galvão pelo atacante Danilo Peu.

A mudança, no entanto, acabou abrindo ainda mais espaços, e o Nacional seguiu dominando a partida. Aos sete minutos, Renanzinho tabelou no ataque, avançou livre e finalizou na saída do goleiro, transformando o placar em goleada: 4 a 0.

E, como no ditado popular, o que estava ruim piorou. Hernane Brocador foi derrubado na área, o árbitro marcou pênalti, e o próprio atacante converteu, ampliando para 5 a 0.

O cenário adverso inflamou os ânimos da torcida paraense presente no estádio. Após o quinto gol, grupos de torcedores entraram em confronto, o que forçou a paralisação da partida.

Com os ânimos controlados, o Nacional voltou a ser predominante e implacável. Aos 27, Ryan recebeu na direita, tocou e correu para a área, onde recebeu novamente e tirou o goleiro da jogada, aumentando a goleada para 6 a 0.

No apagar das luzes, Danilo Peu ainda teve a melhor chance do Paysandu em toda partida, mas o chute cruzado da direita do ataque passou direto, mas antes do fim da partida, o Nacional ainda alcançou o número mítico, ao marcar o sétimo com Caio Callyman, decretando o resultado mais humilhante sofrido pelos bicolores na história das competições regionais: 7 a 0.

Ficha Técnica

Data: 09/04/2026
Hora: 20H30
Local: Arena da Amazônia
Árbitro: Angleison Marcos Vieira Monteiro (RO)
Assistentes: Valdebranio da Silva (RO) e Tiago Ferreira (RO)

Nacional: Caio Alan; Ryan Santos, Michel, Thiago, Wendel; Rodrigo (Caio Callyman), Bruninho, Renanzinho (Vitinho); Rafa Marcos (Ryan Luka), Hernane e Kevin (Douglas Souza).
Técnico: Thiago Gomes

Paysandu: Jean Drosny; Matheus Capixaba (João Henrique), Luccão, Iarley, Cauã Dias; Brian, JP Galvão (Peu), Lucas Cardoso (Lucas Cardoso), Settimio Arthur (Edielson); Klayvert e Miguel Angelo.
Técnico: Elton Macaé (auxiliar)