Ex-Paysandu, atacante paraense brilha e conquista acesso na Tailândia
Formado nas categorias de base do Paysandu, atacante paraense foi decisivo no acesso do Pattani à elite do futebol tailandês
Da Curuzu para o futebol asiático. Aos 30 anos, Carlos Neto colhe os frutos de uma trajetória marcada por persistência e recomeços. Revelado nas categorias de base do Paysandu, o atacante paraense foi um dos destaques do Pattani na campanha do acesso à elite do futebol tailandês e garantiu a renovação de contrato após a conquista.
Apesar da saída sem atuar profissionalmente pelo Papão, Carlos guarda boas lembranças do período vivido na Curuzu e faz questão de destacar pessoas que contribuíram para sua formação.
“Eu acredito que aprendi bastante com os profissionais daquela época, como o Professor Aylton, Cametá, Nad e entre outros que me ajudaram não somente no futebol mas que também contribuíram com valores na minha formação como pessoa”, comentou.
Depois de passagens por clubes brasileiros e uma experiência que quase o fez desistir da carreira, o atacante encontrou em Portugal a oportunidade de recomeçar. Posteriormente, construiu uma trajetória sólida na Europa antes de chegar ao futebol tailandês.
“Com certeza, principalmente quando eu quis retornar ao Pará naquele período pós-pandemia para estar mais perto da família. Não tive uma experiência muito boa em um clube naquela ocasião. Tive outros fatores que também influenciam ali e me vi quase desistindo. Mas sempre fui persistente, por isso fui recomeçar do 0 em outro país”, contou.
Na temporada 2025/2026, Carlos Neto foi uma das principais peças do Pattani. Atuando em uma função diferente da tradicional de centroavante, precisou se adaptar às exigências táticas da equipe e terminou a campanha com números expressivos.
“Foi uma temporada com muitos jogos, mas nosso foco estava na Thai League 2, jogando de uma forma diferente do que se vê de um camisa 9. Tive que me adaptar ao que o treinador queria, transição, defendia, atacava espaços e quando tinha as oportunidades tentei aproveitar o máximo para fazer gols. Terminei a fase normal com 16 gols e 3 assistências em 34 jogos, além de mais um gol nos play-offs de acesso.”, falou.
Mesmo distante do Brasil, o atacante acompanha de perto o futebol paraense. Paysandu, Remo, Tuna Luso e Águia de Marabá seguem no radar do jogador, que não esconde o desejo de um dia voltar para atuar no estado natal.
“Com certeza, acompanho sempre que posso os jogos do Paysandu, Remo, a querida Tuna e o Azulão Marabaense. Eu sempre torço pela evolução do futebol do nosso estado. E claro, desejo um dia voltar e fazer parte desse novo momento dos clubes no Pará”, contou.
Para os jovens atletas paraenses que sonham seguir carreira profissional, Carlos deixa uma mensagem baseada na própria trajetória de superação.
“O que eu diria a eles é: continuem perseverando, acreditem que é possível mesmo que com poucas condições, trabalhem muito e se dediquem. O mundo do futebol não é fácil, não é somente dentro das quatro linhas. Mas se preparem para as oportunidades. Quando aparecer, aproveitem”, finalizou
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