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Ex-diretor da Confederação Brasileira de Skate acredita em ouro do Brasil nas Olimpíadas

Paraense Mário Hesketh também fala sobre aumento da procura pelo esporte em Belém

O Liberal

Na madrugada desta quinta-feira (4) ocorre a final do skate park, a última da modalidade nos Jogos de Tóquio. Depois das pratas de Kelvil Hoefler e Rayssa Leal, a Fadinha, a expectativa é de pelo menos mais uma medalha para o Brasil. Pelo menos é o que acredita o ex-presidente da Federação Paraense de Skate (FPSK) e diretor jurídico da Confederação Brasileira de Skate (CBSK), Mário Hesketh. 

 

Segundo ele, o catarinense Pedro Barros, terceiro lugar no ranking mundial, é um dos favoritos a trazer mais uma medalha para o Brasil na modalidade. O país ainda conta com Luiz Francisco e Pedro Quintas como representantes na categoria Park.

"Eu acho que o Pedro Barros trás uma medalha para o Brasil. Eu acho que ele pode trazer até o ouro. Ele é um skatista raiz. Foi criado num park de grandes proporções em Florianópolis, capital do skate do Brasil. Eu acredito que na última manobra ele vai fazer algo diferente e conseguir essa medalha", acredita Mário. 

Apesar de apostar na medalha, Hesketh avalia que o ouro seria só a "cereja do bolo" da participação brasileira em Tóquio. Segundo ele, o desempenho dos skatistas na primeira vez da modalidade nos Jogos Olímpicos é de se comemorar. 

"Isso é bom pro Brasil, melhora nossa autoestima enquanto cidadão. Nós saímos como favoritos, mas é importante ressaltar que foi a primeira vez de uma equipe olímpica brasileira em uma olimpíada, logo na estreia da modalidade e isso serviu como um aprendizado. Se trouxermos uma medalha de outro, excelente. Mas se não trouxer, tudo bem. Já deu o recado e ficou na história", avaliou. 

O "recado dado", destacado por Mário, é a maior procura pelo esporte no dia-a-dia. Isso, inclusive, já é perceptível desde as medalhas de Hoefler e Rayssa no street. De acordo com Hesketh, a juventude tem apostado mais na prática do skate, que passou a ser menos marginalizado com as conquistas olímpicas. 

"Eu percebi uma mudança de fluxo nas pistas de skate. Não tem mais skate pra vender em Belém. Não tem lixa, joelheira, capacete. As lojas de skate, se você for ver, não tem mais nada. Tá tudo em falta. As pessoas tão indo pras lojas em peso pra praticar skate", contou. 

Brasileiro é esperança de medalha em Tóquio (CBSk / Julio Detefon)

Não são só paraenses que estão sendo influenciados pelos medalhistas olímpicos. Segundo Mário, o contrário já aconteceu. Ele conta que Rayssa Leal, a Fadinha, foi uma das influências do paraense Nelson Jean, o Nelson Cão. Nascido em Belém, ele teria disseminado a prática do skate para o sul do Pará e para estados vizinhos, como o Maranhão, terra de Rayssa. 

"Nelson Jena teve que sair de Belém devido a conflitos com gangues na cidade, ainda na década de 80. Existia uma gangue chamada Terror, que ficava no bairro do Marco, e foi responsável por dois ou três homicídios. O Nelson foi perseguido pelo fato de andar de skate. Depois ele foi pra Marabá. Isso agilizou a cena no sul do Pará e, com certeza, foi um dos responsáveis pelo sucesso da Fadinha. Ele fez esse intercâmbio com outros estados", explica. 

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