Em busca do cinturão, lutador paraense viaja à Bielorrússia para desafio lutar contra russo Caio Bitencourt Leão se prepara para duelo quem pode o deixar mais próximo de um cinturão Aila Beatriz Inete 16.11.25 9h00 Caio Leão se prepara para um confronto importante na organização (Divulgação) Minsk, capital da Bielorrússia, está a um oceano e quase 9.700 quilômetros de Belém. A cidade, que possui um clima frio, arquitetura cinzenta e paisagens bem diferentes da vivacidade amazônica, vai receber o paraense Caio Bitencourt Leão, de 34 anos. O atleta de MMA embarca ainda neste sábado (15) para mais um capítulo da carreira construída longe de casa. No dia 23 de novembro, ele tem compromisso marcado no Absolute Championship Akhmat (ACA), onde enfrenta o russo Vitaly Bigdash. Natural de Belém, Caio foi criado no universo da luta. Em entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal, o atleta contou que começou a lutar após ver o pai, que era lutador, e decidiu seguir o mesmo caminho. “Hoje, o meu pai é um dos meus treinadores. Ele acabou ficando cego, mas até hoje está comigo. Só não viaja mais nas lutas”, revelou o lutador. Profissionalmente, a trajetória iniciou em 2008, competindo em pequenos eventos locais até conquistar espaço em outras regiões e fora do Brasil. Já são oito anos vivendo como atleta internacional, colecionando aprendizados e superações. Mesmo assim, Minsk será novidade. ACA é de origem russa e uma das maiores do mundo atualmente. O leste europeu tem se tornado uma vitrine crescente para lutadores que não encontram espaço nas grandes organizações americanas. Caio destacou que competir fora do país traz uma série de desafios, mas também oportunidades únicas. "Lutar fora do Brasil para mim é maravilhoso, é uma honra representar o meu país. Não sinto muita diferença [comportamental]. Agora, questão alimentar às vezes acaba me atrapalhando, mas a parte do clima, eu gosto do frio, me sinto muito bem treinando e vivendo no frio", contou o atleta. Paraense está confiante para o combate (Divulgação) O paraense também já teve a oportunidade de lutar no Contender Series, reality do presidente do UFC, Dana White, em 2021, mas perdeu para Albert Duraev. Segundo ele, a experiência foi muito boa e abriu portas para outras organizações. Apesar de o Ultimate ser o maior evento de MMA do mundo, o paraense disse que está realizado com a carreira que construiu até aqui e que o UFC já não é mais um sonho. “Minha experiência no Contender Series foi muito boa, abriu várias portas para mim. Eu já tive a oportunidade de lutar novamente no UFC, mas não aceitei por conta do meu contrato com a organização que faço parte. Lutar no UFC já foi um sonho, hoje não é mais. Estou bem realizado e pretendo ser campeão dessa organização e deixar o meu nome registrado na história do Brasil e do meu estado", declarou. Luta No próximo domingo, Leão, como é conhecido no cage, encara Bigdash, que já tem 41 anos, em busca de uma vitória que pode mudar sua rota dentro da categoria meio-pesado (até 93 kg). O paraense ocupa hoje o 10º lugar no ranking, enquanto o russo aparece em 17º. Uma diferença que Caio quer ampliar com autoridade. Por conta disso, a preparação foi intensa e acompanhada de perto por fisioterapeuta, treinadores e nutricionistas. Nocauteador nato, o paraense já tem um plano bem definido para o combate: entrar no octógono e aplicar um nocaute. "O meu adversário é um atleta que gosta da luta em pé. Então vamos manter a luta em pé e buscar o nocaute da noite, pois sou um dos maiores nocauteadores da categoria", afirmou. A estratégia não é ousada ou irreal. O paraense tem um cartel com 17 vitórias, sendo 14 por nocaute e três por finalização. Em toda a carreira, o belenense perdeu nove combates. Já o russo tem um histórico mais dividido: venceu cinco dos 13 confrontos por nocaute, seis por finalização e dois por decisão dos juízes. Caio sonha com título mundial (Divulgação) Desafios Entre treinos, viagens e batalhas internas, Caio também vive a realidade de muitos atletas paraenses: a dificuldade de investimento. Segundo ele, a principal diferença para os lutadores de fora é a falta de patrocínios. “A diferença é o investimento financeiro. Aqui no Pará, muitos atletas não têm como investir em treinos altamente qualificados para lutas internacionais. E isso pesa muito lá fora", relatou. Apesar disso, em Minsk, nada disso deve ser um problema. A poucos dias de entrar no cage, Caio carrega a fé no próprio trabalho e a promessa que ele mesmo fez: voltar para casa, em breve, com um cinturão mundial na mala. “Vencer essa luta que ano que vem vou trazer esse cinturão para o meu estado e me tornar o mais novo campeão mundial de MMA. Isso é uma promessa", garantiu. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes mais esportes mma COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Mais Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! 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