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Ultramaratonista supera recorde mundial de corrida em esteira no Pará

Jussier Damasceno alcançou 920 quilômetros ininterruptos de corrida. Esforço vai garantir doações para tratamento oncológico infantil.

O Liberal

O ultramaratonista Jussier Damasceno estabeleceu um feito inédito no esporte ao alcançar a marca de 920 quilômetros percorridos em uma esteira ergométrica na manhã deste sábado (5). Ao lado do também atleta Joaquim Cavalcanti, que somou 612 quilômetros, a dupla completou 168 horas consecutivas de prova ininterrupta na capital paraense.

O desempenho superou o recorde global anterior, que era de 913 quilômetros no aparelho. A jornada ocorreu na Academia da Vida, instalada no Shopping Bosque Grão-Pará, e seguiu minuciosamente as regras técnicas e logísticas exigidas pelo Guinness World Records para viabilizar a homologação internacional da conquista.

"Seguimos à risca cada norma técnica exigida para que a homologação seja impecável. Nenhuma regra foi deixada de lado. Terminar essa jornada de 168 horas sabendo que alcancei 920 km e que cada quilômetro corrido vai virar quilos de alimentos doados para instituições de apoio ao câncer infantil coroa todo o nosso esforço", destaca Jussier Damasceno.

Solidariedade

Além da conquista esportiva, os sete dias de superação física terão impacto direto para entidades locais. Cada quilômetro percorrido pela dupla na Academia da Vida será revertido, com o apoio de uma rede de supermercados, em doações de alimentos não perecíveis.

As entidades beneficiadas serão a Casa Ronald McDonald Belém, o Instituto Áster e o Grupo Doe, que prestam assistência a crianças e adolescentes em tratamento oncológico. A mecânica da iniciativa garante que as instituições receberão em donativos o equivalente exato à quilometragem total somada pelos dois atletas.

"Foram dias de exaustão extrema, onde a cabeça precisou comandar o corpo a cada segundo. Saber que todo esse sacrifício se transformou em comida na mesa de crianças que enfrentam uma batalha tão dura quanto a nossa na esteira nos deu a força que faltava", declara Joaquim Cavalcanti.