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Clubes do Pará participam de Fórum do CBC e Sindiclubes orienta formação de atletas

Assembleia Paraense e outros clubes do Pará estiveram reunidos em Campinas (SP), visando melhorias e capacitação de atletas para ciclos olímpicos

Fábio Will

O Fórum Nacional de Formação de Atletas, promovido pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), ocorreu em Campinas (SP) e reuniu clubes de todos os estados na busca por melhorias e capacitação de atletas. O Pará foi representado por alguns clubes e mostra que vem olhando de outra forma para a formação de novos atletas.

A equipe de O Liberal participou do evento e conversou com Oscar Pessoa, presidente da Assembleia Paraense, além do presidente do Sindiclubes do Estado do Pará, Salatiel Campos, para saber um balanço da parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes, a importância de participar de um movimento importante no país, que é o fomento de atletas em diferentes esportes visando ciclos olímpicos.

Oscar Pessoa, atual presidente da Assembleia Paraense, falou da evolução da AP, em mudanças de pensamento ao longo de sua gestão e do sonho de formar um atleta olímpico dentro do clube.

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"A AP é referência em clube social e durante anos trabalhou o esporte social do clube, mas, de um tempo pra cá, passamos a focar no alto rendimento, principalmente nos atletas de tênis. A estrada é longa, mas nosso sonho dentro da formação olímpica é que a AP tenha um atleta olímpico formado na Assembleia Paraense, visto que, no Brasil, os clubes são formadores. Temos o fomento da CBC, onde recebemos investimentos para recursos humanos, equipamentos e suporte para viagens de atletas", falou.

O mandatário da AP fez questão de frisar que a parceria com o CBC é de extrema importância para o clube e que, além de fomentar a evolução de atletas, possibilita capacitar dirigentes e treinadores.

"Demos um passo, pois saímos do esporte social, que preservamos, e estamos caminhando para um outro patamar de alto rendimento. Em menos de três anos, multiplicamos por seis o número de atletas de alto rendimento no clube, além das modalidades, como tênis, basquete, vôlei, skate, futsal e por aí vai. Hoje temos mais de 300 atletas em equipes de alto rendimento com o apoio da CBC e da Lei de Incentivo ao Esporte", disse.

A troca de ideias e de experiências possibilita sonhar. Oscar Pessoa afirmou que muitas coisas serão colocadas em prática na AP depois desse evento, levando ideias e regionalizando alguns detalhes dentro da realidade do clube paraense.

"Estamos conversando com os maiores clubes do Brasil. Aqui dialogamos com Flamengo, Pinheiros, Iate Club de Brasília, potências olímpicas. Copiar ideias é normal, levamos as experiências para a nossa realidade, obviamente. Mas o Norte precisa pensar mais alto, a AP é gigante em estrutura e precisamos utilizar essa estrutura para ir além do esporte social, mas também para ter atletas de alta performance", comentou.

Capacitação

A forma como a AP vem encarando esse novo momento no clube já possui frutos. Para Oscar Pessoa, capacitar todos na agremiação é de uma importância enorme para colher resultados no futuro, como já ocorre com o basquete feminino, que virou referência dentro do Estado do Pará.

"Temos consultores em várias modalidades, com quem mantemos parcerias. O projeto é capacitar nossos professores, metodologia, trazemos oficinas. O basquete feminino saiu do zero e a AP atualmente é campeã de todas as categorias. Não éramos ninguém no basquete feminino e hoje somos hegemonia no estado. Temos alguns atletas no tênis, judô, karatê atuando em nível internacional", disse.

Peneiras

Abrir as portas de um clube voltado para seus associados vem sendo uma nova realidade para a Assembleia Paraense. O presidente da AP informou que pessoas podem ter, no clube, a chance de se tornar atletas e que peneiras são constantemente promovidas para sócios e não sócios. A intenção é que a AP seja uma potência nos esportes olímpicos, o que passa por acolhimento e regulamento interno.

"A AP possui cota social baseada em desempenho. Temos um regramento interno e é importante para a Assembleia Paraense ter atletas para competir, mas dentro de critérios. Isso é válido para todas as modalidades, desde que sejam disciplinados e atendam ao que o projeto prevê, para que possamos dar suporte à modalidade. Costumamos fazer peneiras frequentemente, e isso vale para sócios e não associados", comentou. 

Sindiclubes

Salatiel Campos, presidente do Sindiclubes do Estado do Pará, falou da importância em ter vários clubes envolvidos em um fórum que visa fomentar atletas. Para ele, buscar conhecimento é a base do sucesso, e ter um aumento de representantes do Pará no evento é motivo de comemoração.

"O Fórum Nacional de Formação Esportiva foi desenvolvido para trazer conhecimento aos diretores, professores, atletas e gestores de clubes. Para nós, paraenses, é importante pelo momento em que vivemos, que é o de crescimento na formação de atletas. Estamos no décimo ano com clubes do Pará nos eventos do CBC, e isso é continuidade. O próprio CBC financia para que os treinadores possam participar dos eventos. Quando atletas, diretores e técnicos participam, eles adquirem conhecimentos e voltam para seus estados com novas ideias e buscam replicar em seu meio tudo que foi repassado aqui, principalmente na gestão do esporte olímpico", disse.

O Pará vem aumentando gradativamente o número de clubes e associações que buscam, por meio do CBC, melhorias para formar atletas. Salatiel avalia isso como um avanço da mentalidade dos clubes.

"Temos 16 clubes filiados, mas temos 43 clubes e associações dentro do Pará. Significa dizer que não são somente os clubes filiados que possuem direito de receber esse benefício ofertado pelo CBC. E nós, do Sindiclubes, reverberamos isso no Estado do Pará", comentou.

Remo e Paysandu, duas potências no Norte do país, não estiveram participando com estandes, mas enviaram representantes ao evento. Salatiel Campos explicou que falta um passo importante para a dupla Re-Pa, para que possam, além de receber passagens aéreas, melhorar o orçamento dos clubes por meio de parcerias e incentivos com o CBC.

"Remo e Paysandu estão no evento com dirigentes representando as agremiações, porém, sem estande de atendimento. Pará Club, Cabano, além do Grêmio Literário Português também estão aqui, juntamente com a Tuna Luso, a AP e o Carajás. Estamos estimulando para que Remo e Paysandu avancem de clubes vinculados para clubes filiados ao primário do CBC, pois eles irão alcançar um nível acima de desenvolvimento. Hoje, os dois clubes possuem o benefício das passagens aéreas para atletas e comissão para disputas de campeonatos. No momento em que subirem esse degrau, terão, além das passagens e hospedagens para competir, também recursos econômicos para compra de material esportivo e capacitação de pessoas dentro de um ciclo olímpico", finalizou.