Com assistente FIFA, arbitragem do Pará combate o coronavírus na área da saúde

Três profissionais estão na luta diária contra a pandemia do novo coronavírus

Fábio Will

A arbitragem do futebol paraense possui três pessoas que estão na linha de frente da pandemia. Três assistentes trocaram os uniformes por máscaras, luvas e jalecos e ajudam a população no combate ao novo coronavírus, já que fazem parte do serviço essenciais, como enfermeiros e farmacêuticos.

Os árbitros e assistentes de futebol sempre possuem uma outra profissão, tendo arbitragem como um complemento na renda familiar. Diferente dos outros profissionais do apito, que na maioria optam em cursar educação física, os assistentes Rafael Bastos, Bárbara Loiola e Nayara Suely optaram por ingressar na área da saúde.

Nayara Suely, de 29 anos, trabalha como enfermeira em Breves, na Ilha do Marajó. A enfermeira, que está no futebol há uma década, falou das dificuldades em trabalhar na área da saúde e falou da saudade em atuar em partidas.

“Estou há quatro trabalhando como enfermeira, mas estamos na luta contra o coronavírus. Até o momento não temos nenhum caso confirmado onde eu trabalho, apenas em análise. É uma situação nova, que requer cuidados de todos. Quanto ao futebol estamos realizando atividades físicas em casa, mas é diferente do que realizá-las nas ruas. Estamos adaptando treinos para não perder o ritmo e assim melhorar o rendimento físico”, comentou.

Nayara atua como enfermeira em Breves (PA) (Arquivo pessoal)

O GOL DA VIDA

Outro que está na Ilha do Marajó é o assistente Rafael Bastos. Há nove anos atua na arbitragem e há três trabalha como enfermeiro em Salvaterra. Longe da família, Rafael disse ter orgulho das profissões e que hoje a vida é que está em jogo e não se pode perder a batalha.

“Aqui as pessoas são carentes, o Marajó como um todo não possui estrutura. Trabalhamos na prevenção, visitando pessoas carentes e que estejam com alguns sintomas. É gratificante poder ajudar de alguma forma, conversando e orientando as pessoas no porto da cidade, no comércio, mantendo o condutas de distanciamento, o isolamento social que é importante. A saudade do futebol é grande, mas neste momento salvar vidas é o nosso gol. Continuo fazendo minhas atividades físicas, mas sabemos que é complicado”, falou.

Bastos trabalha em Salvaterra (PA) como enfermeiro (Thiago Amorim)

A FIFA LINHA DE FRENTE

A assistente paraense que compõe o quadro da FIFA também está ajudando na luta contra o novo coronavírus. Bárbara Loiola, de 29 anos, trabalha em Belém, lamenta as mortes que ocorreram por conta da pandemia, mas segue mantendo os cuidados e ajudando a população nesse momento difícil. 

“Está sendo desafiador enfrentar tudo isso. Minha irmã é enfermeira e também está nessa luta, tentando preservar minha mãe e sobrinhos. Talvez estamos passando por isso por responsabilidade nossa, como sociedade, e que podemos tirar de lição quando tudo voltar ao normal. Se afastar do futebol é uma novidade, estou há 10 anos trabalhando na área, é um momento importante de proteger as pessoas”, frisou.

Bárbara Loiola é assistente FIFA e é farmaceutica  (Leandro Lopes / CBF)

SITUAÇÃO ALARMANTE

O Brasil teve mais de 30 mortes de profissionais de enfermagem confirmadas por Covid-19. No país a falta de equipamentos de proteção individuas (EPI) é constante. A reportagem entrou em contato com a Sespa para saber quantas pessoas na área da saúde trabalham no Estado do Pará no combate ao novo coronavírus, mas não tivemos resposta.

No Pará, até o último boletim informado pela própria Sespa, são 641 casos confirmados, 1.487 descartados, 353 em análise e 33 mortes.

Futebol
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