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Futebol sem bobos, mas com zebras!

Felipe Campos

Com a fase de pré-oitavas de final em andamento, a Copa do Mundo já se despediu de seleções tradicionais como Alemanha e Holanda. O Uruguai, por sua vez, caiu ainda na fase de grupos. Equipes historicamente favoritas e recheadas de grandes jogadores ficaram pelo caminho. Afinal, as zebras estão mostrando que realmente não existem mais bobos no futebol?

Recentemente, o jornalista Andrey Raychtock produziu uma reportagem documental sobre a origem da frase "não existe mais bobo no futebol". O registro mais antigo encontrado por ele é de 1973. Mais de cinco décadas depois, a atual Copa do Mundo reforça a impressão de que o futebol está cada vez mais equilibrado.

Neste Mundial, a África foi o continente com melhor aproveitamento proporcional na classificação para o mata-mata: nove das dez seleções participantes avançaram de fase. Com exceção da Ásia, todos os continentes melhoraram o desempenho em relação à Copa de 2018. A América do Sul, por exemplo, passou de 50% para 83% de aproveitamento, com cinco das seis seleções classificadas.

O futebol continua tendo seus favoritos, e o peso da tradição das grandes seleções segue fazendo diferença. Ainda assim, fatores como a globalização do esporte e a naturalização de atletas contribuíram para um cenário mais equilibrado, em que muitos confrontos são definidos nos detalhes.

Sem dar margem para o azar

Se algumas favoritas já fizeram as malas, a França não pretende entrar nessa lista. A seleção de Kylian Mbappé voltou a convencer ao vencer a Suécia e garantir vaga nas oitavas de final, quando enfrentará o Paraguai.

Os Bleus encerraram a primeira fase com dez gols marcados em três partidas e seguem como um dos ataques mais eficientes da competição. Contra os suecos, foram três gols e 25 finalizações. Mbappé também alcançou uma marca histórica ao igualar Lionel Messi na artilharia das Copas do Mundo.