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Dia dos Pais: torcedor do Paysandu vive 'Re-Pa' dentro de casa com filho remista

Marcelo Sousa divide a paixão pelo futebol com a família e conta como a rivalidade entre Paysandu e Remo fortalece momentos de união

Fábio Will

Para muitas famílias paraenses, a rivalidade entre Paysandu e Remo faz parte da rotina. Na residência de Marcelo Sousa, morador do bairro do Guamá, em Belém, o clássico mais disputado do Mundo também acontece dentro de casa. Torcedor apaixonado pelo Papão, ele é pai de dois filhos: um seguiu o coração bicolor, enquanto o outro escolheu vestir azul-marinho.

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Casado com Liliane Sousa, torcedora do Remo, Marcelo conta que o futebol sempre esteve presente na criação dos filhos. O primogênito, Luís Marcelo, tornou-se remista, enquanto o caçula, Luís Miguel, herdou a paixão pelo Paysandu.

Rivalidade fica apenas dentro de campo

Apesar da divisão das torcidas, Marcelo garante que a convivência é marcada pelo respeito e pelo bom humor, principalmente quando chega a hora do clássico Re-Pa.

"Ser torcedor do Paysandu e ter um filho remista é viver um clássico dentro de casa. A gente brinca, tira onda um com o outro, mas no fim o que fala mais alto é o amor e o respeito. Cada um defende suas cores, e o futebol acaba sendo mais um motivo para criar boas lembranças juntos”, disse

Marcelo contou que nos dias de clássicos entre Leão e Papão a provocação faz parte da programação da família, mas que o respeito sempre é levado a sério.

"Em dia de Re-Pa a resenha é garantida. Sempre falo que quem perder tem que aguentar a encarnação, mas fora dos 90 minutos somos sempre do mesmo time: o da família”, comentou.

Ele também destaca que a rivalidade entre os dois clubes faz parte da cultura paraense, mas nunca supera os laços familiares.

"A rivalidade entre Remo e Paysandu faz parte dos paraenses e deixa a nossa convivência ainda mais divertida. Cada um defende seu time com paixão, mas o respeito e o amor entre pai e filho sempre falam mais alto. O maior time da nossa casa é a nossa família”, falou.

Presente de Dia dos Pais com pedido especial

Questionado sobre qual presente gostaria de ganhar neste Dia dos Pais do seu filho remista, Marcelo respondeu em tom de brincadeira.

"Uma camisa do Paysandu", disse, aos risos.

Ele conta que o filho remista acompanha a mãe nas partidas do Leão, enquanto nos clássicos toda a família vai ao estádio, cada um defendendo seu clube.

"Ele vai em todos os jogos do Remo com a mãe remista. Em dias de Re-Pa vamos todos juntos, cada um para o seu lado”, disse.

Como nasceu a paixão pelos clubes

Marcelo também relembra como cada filho acabou escolhendo um caminho diferente na rivalidade paraense.

"O meu filho primogênito, que é remista, deixei muito com a avó materna, que é remista doente. Já o caçula, quando nasceu, eu disse: 'esse aqui não'. Influenciei ele desde o início com roupas, músicas e vídeos do Papão. O primeiro jogo que ele foi comigo já viu o Paysandu ser campeão paraense. Aí não teve jeito, ele escolheu o lado certo”, finalizou.