Como joga a Noruega, adversária do Brasil nas oitavas da Copa do Mundo

Equipe nórdica chega às oitavas de final com um sistema de jogo consolidado sob o comando de Ståle Solbakken.

Felipe Campos, direto de Nova Jersey

Com a torcida mais emblemática da Copa do Mundo e liderada pelo artilheiro Erling Haaland, a Noruega será a próxima adversária da Seleção Brasileira. Embalada por uma campanha de três vitórias em quatro partidas, a equipe nórdica chega às oitavas de final com um sistema de jogo consolidado sob o comando de Ståle Solbakken.

Além de Haaland, os noruegueses contam com o talento do meia Martin Ødegaard, campeão inglês pelo Arsenal, e do atacante Antonio Nusa, jovem promessa apelidada de "Neymar Norueguês" pelo estilo de jogo.

De volta a um Mundial pela primeira vez desde 1998, a Noruega confirmou a boa fase ainda nas Eliminatórias. Mesmo dividindo grupo com a Itália, terminou na liderança com campanha perfeita: oito vitórias em oito partidas, 37 gols marcados e apenas cinco sofridos.

Como joga?

Quando tem a posse de bola, a Noruega se organiza no 4-3-3, buscando pressionar a saída adversária e acelerar as transições ofensivas. Sem a bola, recua para um 4-5-1 compacto, privilegiando uma linha defensiva baixa.

No setor ofensivo, Alexander Sørloth, centroavante do Atlético de Madrid, atua aberto pela direita. A movimentação permite que ele faça o pivô e abra espaços para as ultrapassagens do lateral, enquanto Antonio Nusa permanece bem aberto pelo lado esquerdo, explorando o drible e as jogadas individuais.

image Formação da seleção da Noruega (Divulgação)

No meio-campo, Sander Berge é o responsável pela proteção da defesa e pela saída de bola. Patrick Berg e Martin Ødegaard atuam mais adiantados, embora o camisa 10 recue em diversos momentos para organizar a construção das jogadas.

image Como joga a seleção da Noruega (Divulgação)

Pontos fortes

Com média de 1,87 metro de altura entre os titulares, a Noruega possui uma das equipes mais altas da Copa do Mundo e faz da bola aérea uma de suas principais armas, tanto ofensiva quanto defensivamente. Haaland, Sørloth e os zagueiros representam constante perigo em cruzamentos e bolas paradas.

Outro ponto forte é a pressão pós-perda. A equipe costuma acelerar a marcação quando o adversário recebe a bola de costas ou é obrigado a recuar para os zagueiros ou para o goleiro, criando oportunidades para recuperar a posse em zonas ofensivas.

Pontos fracos

A dupla de zaga apresenta limitações na saída de bola, tornando a equipe vulnerável quando pressionada no campo de defesa — estratégia que o Brasil utilizou com sucesso diante da Escócia.

O lado direito também oferece espaços. Sørloth, apesar da força física e do jogo aéreo, não tem velocidade para recompor com frequência, obrigando o lateral-direito a cobrir grandes espaços. Como o defensor também apresenta limitações técnicas, a faixa pode ser explorada pelas ultrapassagens do lateral-esquerdo brasileiro.

Além disso, a Noruega sofreu gols em todos os jogos da Copa. Parte dessa vulnerabilidade está nos espaços concedidos entre as linhas de marcação e na quantidade de finalizações permitidas dentro da própria área.

Serviço do jogo

Brasil e Noruega se enfrentam no domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Quem avançar encara nas quartas de final o vencedor do duelo entre México e Inglaterra, marcado para o mesmo dia, às 21h, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

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