Paraenses aderem à 'febre' do álbum de figurinhas da Copa
Busca pelos pontos de troca e até em refrigerantes aumentam a expectativa para o Mundial.
Com praticamente todas as seleções convocadas para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, um alerta foi ligado na cabeça dos aficionados pelo álbum de figurinhas do Mundial: a chamada de jogadores que não estão no livro e os que estão, mas que não foram convocados, seja por lesão ou opção dos treinadores.
Em Belém, a "febre" do álbum de figurinhas toma conta dos fãs - ou nem tanto - de futebol e que a cada Copa do Mundo fazem questão de colecionar os cards com os rostos dos jogadores e treinadores.
"Sobre as convocações, principalmente da Inglaterra com jogadores como Arnold e Palmer, eu não fico frustrada. O álbum é produzido antes das listas oficiais saírem, então eles trabalham com os jogadores que estavam sendo convocados e em destaque naquele momento. Faz parte do processo do álbum e acaba sendo até curioso ver essas mudanças depois", pondera Sacha Assunção, Engenheira de Produção.
Aos 29 anos, ela coleciona os álbuns da Copa desde 2018, da edição disputada na Rússia. Sacha lembra ter em casa um do Mundial de 2010, disputado na África do Sul. Na época, o esposo, Marcelo Assunção, que ainda estava na escola, já colecionava. Agora, juntos há 10 anos, a "álbumania" voltou em parceria.
"O álbum de 2010 é do meu esposo. Ele começou a colecionar ainda na escola. Depois disso, voltamos a colecionar juntos em 2018, 2022 e agora em 2026. Acabou virando um momento nosso mesmo, de sentar, trocar figurinhas, colar no álbum. É algo simples, mas muito gostoso de fazer juntos e que cria boas memórias", destacou.
Este fluxo de crescimento no número de adeptos aos álbuns da Copa é sentido pela Panini, multinacional responsável pela criação e gerenciamento do produto. Em entrevista ao O Liberal, Raul Vallecillo, CEO da Panini Brasil, classificou o livro como um "fenômeno único no mundo".
"O álbum da Copa é definitivamente um fenômeno único no mundo do colecionismo, mesmo se tratando do produto mais popular e procurado entre álbuns de figurinhas. Nesses 56 anos de parceria com a FIFA para a produção dessa coleção, observamos um crescimento constante e significativo a cada edição do mundial", celebrou.
Questionada pela reportagem, a Panini Brasil disse não divulgar o balanço de quantos álbuns já foram comercializados no país e qual a projeção para até o final da Copa de 2026.
Atualização e alerta
O "clima" que ficou entre os colecionadores com as convocações das seleções para a Copa do Mundo foi minimizado pela Panini. De acordo com Raul Vallecillo, haverá um pack com os jogadores que não constavam na primeira edição do álbum.
Ele conta que isso será feito sem que seja preciso comprar um novo álbum, apenas utilizando o modo de "substituição", como acontece em uma partida de futebol, por exemplo.
"Assim como nas coleções anteriores, este ano teremos um pack de atualização para incluir jogadores que não estavam no álbum originalmente e substituirão os atletas que por algum motivo não apareceram na convocação final".
Neste momento, de proximidade da Copa e com um fluxo maior na procura pelos álbuns, a multinacional garante ter um "modo de segurança" atividade contra fraudes.
Na última quinta-feira, 28, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu cerca de 85 mil álbuns e figurinhas falsificadas em quatro regiões da capital paulista, entre elas um ponto no Centro da cidade. Ao todo, cinco pessoas foram presas na operação.
"Desde o período da pré-venda até o presente momento, a Panini trabalha para tirar do ar os anúncios falsos e vendas de produtos não oficiais, assim como alerta os colecionadores para as ofertas suspeitas que oferecem benefícios muito fora da média do mercado. A editora reforça a importância de realizar as compras pelo site oficial da Panini ou com grandes varejistas, onde os consumidores terão a certeza da autenticidade dos produtos adquiridos", reiterou Vallecillo.
Ponto de troca vira sucesso
A cada Copa, sempre há uma figurinha considerada "difícil" de encontrar. E, geralmente, o rosto é de um dos principais jogadores do Mundial em questão. Desta vez, uma "escondida" está sendo a de Cristiano Ronaldo, que vai para a sexta Copa com Portugal. Pelo menos é o que relata o idealizador do "Figurinhas Copa 26", Igor Rego.
Com um ponto de troca na Praça Brasil, no bairro do Umarizal, Igor destaca a boa procura do público pela "atualização" dos álbuns.
"A procura está sendo muito grande nas últimas semanas aumentou mais de 50%. A praça Brasil já é um ponto conhecido dos colecionadores da capital paraense por tá no centro de Belém de fácil acesso aos domingo ela sempre foi um ponto muito importante nas copas do mundo. Por incrível que pareça, é a do Cristiano Ronaldo por ser a última Copa dele e um jogador que marcou geração", contou.
Há ainda a possibilidade de conseguir figurinhas nas embalagens de uma marca de refrigerantes parceira da Fifa. Porém, para Sacha Assunção este "modo" é o mais difícil pela enorme procura das embalagens com o "prêmio".
"As figurinhas mais difíceis são as que vêm no refrigerante, porque além de serem mais limitadas, a gente precisa comprar e consumir o refrigerante para conseguir. Então acabam sendo as mais disputadas".
Ela conta ainda que o álbum deste ano foi garantido de uma forma especial. Na compra, vieram 150 pacotes de figurinhas, o que ajudou bastante no objetivo de completar o álbum. Mas ainda sim, sendo necessário adotar o sistema de trocas para as que vieram repetidas.
"Nós compramos um álbum que já vinha com 150 pacotes de figurinhas, e ficou em torno de R$ 1.300. Agora estamos completando na troca das repetidas, o que ajuda bastante a não gastar ainda mais", concluiu.
A Cobertura O Liberal na Copa envolve todos os veículos do Grupo Liberal, com dezenas de profissionais comprometidos em divulgar as notícias do evento. O projeto tem patrocínio da Agropalma.
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