No centro de Miami, futebol une imigrantes e turistas durante a Copa do Mundo
Estrangeiros que vivem na cidade relatam o impacto do Mundial e compartilham suas torcidas para a competição
Das praias aos parques, o estado da Flórida é a porta de entrada de turistas para a Copa do Mundo da FIFA, recebendo milhares de torcedores de todos os continentes. Miami, cidade em que o Brasil jogou contra a Escócia nesta quarta-feira (24), concentra cerca de trezentos mil brasileiros, mas também tem imigrantes de todas as partes do mundo que escolheram a região para viver. No centro da cidade, muitos torcedores frequentam o Brickell Center, com lojas e restaurantes internacionais que ficam lotados em dias de jogos. Nele, encontramos dois garçons vindos de países caribenhos e que gostam de futebol.
Wilson Mendez é nascido na Guatemala, mas vive nos Estados Unidos há sete anos. A movimentação na região é crescente e foi potencializada no período do Mundial, mudando a rotina de quem trabalha no comércio local.
"Temos visto muitos portugueses, croatas e franceses. O povo está animado pela Copa do Mundo. Mas quem mais aparece por aqui são os latinos. Tem muito brasileiro, argentino e colombiano na região", contou.
Sem que seu país dispute a Copa do Mundo, a torcida dele vai para a seleção brasileira, que sempre encanta os apaixonados pelo esporte.
"Gosto muito do futebol brasileiro. O time fez uma boa partida contra a Escócia. Para mim, é a equipe mais forte da Copa e que possivelmente vai estar entre os primeiros colocados e na final", completou.
Outro trabalhador na região é Jhonitan Mendiel, nascido na Nicarágua e prestes a completar três anos vivendo em solo estadunidense. Amante de futebol, ele comentou sobre o crescimento do esporte na região, que vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e no dia a dia das pessoas.
"Sempre gostei de futebol e o esporte cresceu muito por aqui. Messi chegou há poucos anos e o futebol na região agora é assistido por muita gente, principalmente pelas crianças", afirmou.
A Nicarágua, país de origem do garçom, nunca participou de uma Copa do Mundo, o que gerou a simpatia dele por outras seleções do continente.
"Acho normal não disputar uma Copa do Mundo, meu país nunca jogou esse torneio. Torço para as seleções das Américas. Principalmente Brasil e Argentina, que são times fortes e de onde recebemos clientes animados. Entre todos, gosto mais do México, e eles estão fazendo uma grande campanha", contou.
A cobertura O Liberal na Copa envolve todos os veículos do Grupo Liberal, com dezenas de profissionais comprometidos em divulgar as notícias do evento. O projeto tem patrocínio da Agropalma.
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