Copa do Mundo começa, mas basquete domina o clima nos Estados Unidos
Entre torcedores migrantes, comércio temático e pouco movimento nas ruas, o torneio ainda busca espaço no cotidiano americano.
México e África do Sul fizeram o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026 na última quinta-feira (11). A partida foi realizada na Cidade do México e contou com a presença de mais de 87 mil torcedores no Estádio Azteca, palco do tricampeonato do Brasil, em 1970. Apesar da festa, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, outra sede do Mundial, o clima foi bastante diferente.
A maior festa local tem sido da torcida do New York Knicks, time de basquete que disputa a final da NBA depois de 27 anos. Enquanto poucas camisas de futebol são vistas nas ruas, as regatas da equipe nova-iorquina são tendência, e o principal assunto é a virada protagonizada pela equipe na última quarta-feira (10).
A Copa dos migrantes
Apesar disso, ainda é possível ver um pouco do mundial, sobretudo entre os migrantes. Em Jersey City, centro de Nova Jersey, a equipe do Grupo Liberal encontrou vários jovens jogando futebol. Ao todo, eram seis equatorianos, um português e um mexicano que moram na região. Todos assistiram à partida de abertura juntos.
Um pouco mais distante do centro do estado, em Newark, são os atendentes de uma conveniência que estão ligados na Copa do Mundo. Vindo da Costa do Marfim, Mamadou Koné disse estar empolgado com o mundial e feliz pela recente vitória da sua seleção diante da França. Morador local há 12 anos, Mamadou chegou a ser atleta profissional em seu país e acompanha futebol com frequência. Ao saber que estava falando com brasileiros, ressaltou a qualidade de Neymar e lembrou de Ronaldinho Gaúcho.
O comércio na Copa do Mundo
Mesmo com a vida seguindo normalmente, foi possível ver a presença de alguns artigos nacionais sendo vendidos em uma grande rede de supermercados dos Estados Unidos. Chapéus, cordões e bandeiras estavam sendo vendidos próximos ao caixa e estavam com vendas um pouco acima do normal, como informou a atendente Pauletta Johnson.
No entanto, a promoção que mais chamou atenção foi a de uma revendedora de carros colombiana, que prometia até 500 dólares de desconto para qualquer pessoa que se apresentasse com a camisa da seleção do país.
Palavras-chave