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Como joga o Marrocos, primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026

Equipe é atual campeã da Copa Africana de Nações, mas vem com mudança de última hora no comando técnico.

Felipe Campos, direto de Nova Jersey, nos Estados Unidos

A principal seleção africana da atualidade é a adversária do Brasil na estreia na Copa do Mundo FIFA de 2026, neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Marrocos terminou na quarta posição no último Mundial e é a atual campeã da Copa Africana de Nações, mas vem com mudança de última hora no comando técnico.

Com Hakimi, Amrabat e Mazraoui, a Seleção Marroquina também ganhou mais uma estrela mundial para reforçar o time: o atacante do Real Madrid Brahim Díaz se naturalizou marroquino em 2024 e reforça o time comandado por Mohamed Ouahbi. Belga-marroquino, o treinador assumiu Marrocos em 2026 e fez apenas cinco amistosos com o país africano, com três vitórias e dois empates, além de 13 gols marcados e 3 sofridos. A mudança no comando técnico se deu pelo desejo da confederação nacional de futebol de ver um futebol “mais vistoso” e menos defensivo, característica marcante ao longo dos últimos quatro anos.

Ciclo positivo

Ao longo do último ciclo de Copa do Mundo, Marrocos se consolidou como uma seleção forte e vencedora. Quarta colocada na última Copa do Mundo, os marroquinos já venceram o Brasil nos últimos quatro anos. O jogo foi em 2023 e terminou em 2 a 1, com o Brasil tendo 5 jogadores daquela partida convocados para a Copa do Mundo.

Além da semifinal em 2022, a seleção marroquina garantiu dois títulos de expressão recentemente. O primeiro deles foi a Copa Africana de Nações, perdida dentro de campo para Senegal, mas vencida na Justiça, em jogo que segue para julgamento na Corte Arbitral do Esporte. Além disso, sob comando de Mohamed Ouahbi, antes de ser efetivado na seleção principal, a equipe sub-20 foi campeã da Copa do Mundo da categoria.

Como joga?

Anfitriã da próxima Copa do Mundo, em 2030, a Seleção de Marrocos passa por um dilema: manter o estilo que deu certo ou buscar um futebol mais ofensivo pela qualidade técnica do time?

A tendência é uma mistura. O técnico Mohamed Ouahbi tem buscado maior posse de bola, mas ainda aposta bastante na velocidade dos atacantes e nas subidas de Hakimi, lateral-direito. No desenho tático, o que era um 4-1-4-1 em 2022 agora varia entre 4-3-3 e 4-2-3-1 e tem a formação base com Yassine Bounou; Achraf Hakimi, Chadi Riad, Marwane Saadane e Noussair Mazraoui; Neil El Aynaoui, Ounahi, El Khannouss e Brahim Díaz; Saibari e Amine Sbai.

As principais movimentações são pelo lado direito, ponto forte da equipe, com Brahim Díaz sendo um ponta que corta para dentro e abre espaço para Hakimi, atleta do PSG, aproveitar o corredor lateral. O maior desfalque é o lesionado Abde Ezzalzouli, atacante do Real Bétis-ESP, onde foi artilheiro na campanha que levou o time até a UEFA Champions League.