Como joga a Escócia, última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo
Com quatro vitórias em seis jogos nas Eliminatórias, o time comandado por Steve Clarke varia bastante entre o 4-2-3-1 e o 5-3-2.
Conhecida pela gaita de fole, pelo kilt (a famosa saia xadrez), pelos castelos e pelo uísque, a Escócia é a próxima adversária da Seleção Brasileira. O jogo desta quarta-feira (24), em Miami, é uma reedição da abertura da Copa do Mundo de 1998, na França, quando os europeus perderam por 2 a 1.
De volta à Copa do Mundo pela primeira vez desde aquela edição em solo francês, os escoceses se classificaram para o Mundial de forma emocionante, com dois gols nos acréscimos contra a Dinamarca, no jogo que valia a vaga. Com quatro vitórias em seis jogos nas Eliminatórias, o time comandado por Steve Clarke varia bastante entre o 4-2-3-1 e o 5-3-2.
Foco na defesa
Independentemente da formação, a Escócia é um time que primeiro pensa em se defender para depois atacar. Nos dois jogos desta Copa do Mundo, a equipe teve menos posse de bola e finalizações que os adversários, com a somatória sendo de 27 contra 15 nesse quesito. Apesar disso, a defesa tem bons números, visto que apenas quatro chutes adversários foram na direção do gol e somente um deles balançou as redes.
Já no momento ofensivo, o destaque vai para as jogadas rápidas com McGinn, as bolas paradas e o volante McTominay como elemento-surpresa. Com 13 gols em seis jogos nas Eliminatórias Europeias, a Escócia foi eficaz no ataque, mas ainda precisa melhorar seus números no Mundial, onde fez apenas um gol e acertou somente duas finalizações no alvo.
Mudança nas formações
Na formação, os escoceses variam de acordo com o adversário. Nas Eliminatórias, o esquema mais utilizado era o 4-2-3-1. Na estreia diante do Haiti, Steve Clarke optou pela defesa com quatro homens, mas com quatro meio-campistas e dois atacantes. McTominay e Ferguson ficavam na faixa central e contavam com o apoio de McGinn, que cortava da ponta esquerda para o meio. Doak era o ponta pelo lado direito, enquanto Che Adams e Shankland fizeram a dupla de ataque, com o primeiro buscando a profundidade e o segundo fazendo o trabalho de pivô.
Contra Marrocos, a Escócia atuou no 5-3-2, tendo Tierney como zagueiro e Robertson como ala no momento defensivo, mas com os dois subindo bastante na construção ofensiva. McGinn era responsável por dar velocidade pelos lados, enquanto McTominay avançou para a armação do time e aparecia como elemento-surpresa na grande área.
Para o jogo contra o Brasil, Hickey e Tierney são dúvidas, pois saíram machucados nos dois primeiros jogos, mas a tendência é que a equipe siga com cinco defensores, com Souttar sendo a opção entre os zagueiros. Caso o treinador decida colocar o time mais para frente, a opção deve ser pelo retorno de Doak pelos lados do campo.
De renegado a craque
Independentemente da formação, uma coisa é certa: McTominay é o principal jogador escocês. O ex-United saiu da Inglaterra rotulado como um jogador comum, mas evoluiu muito o seu futebol no Napoli-ITA, onde foi campeão nacional e passou a marcar muitos gols.
Na seleção, o atleta serve tanto para ajudar no início das jogadas quanto para achar os companheiros mais avançados ou ser uma ameaça na grande área. Foram 27 gols nos últimos 80 jogos na Itália, além de dois tentos em seis jogos das Eliminatórias.
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