Remo repudia xenofobia sofrida por delegação em jogo diante do Bragantino
Clube cobra punição aos responsáveis e Léo Condé lamenta episódio, classificado como recorrente no futebol
O Clube do Remo divulgou, na noite deste domingo (19), uma nota oficial em que manifesta repúdio a um caso de xenofobia ocorrido durante a partida contra o Red Bull Bragantino, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, em Bragança Paulista.
De acordo com o clube paraense, os atos discriminatórios foram direcionados à delegação azulina — composta por atletas, comissão técnica e staff — e teriam partido de torcedores da equipe adversária durante o jogo.
Na nota, o Remo afirma que não tolera qualquer forma de preconceito e reforça que o futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e diversidade. O clube também destacou que a xenofobia, caracterizada pelo preconceito em relação à origem das pessoas, é crime no Brasil.
Segundo o posicionamento oficial, esse tipo de conduta está previsto na Lei nº 9.459/1997, que trata de crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, com pena de reclusão de um a três anos.
“O Clube do Remo vem a público manifestar seu repúdio aos atos de xenofobia sofridos pela delegação azulina”, diz um trecho da nota.
A diretoria azulina ainda cobrou providências, pedindo que os responsáveis sejam identificados e punidos. O clube não informou, até o momento, se pretende formalizar denúncia junto às autoridades ou aos órgãos responsáveis pela organização da competição.
Após a partida, o técnico Léo Condé também comentou o episódio durante a entrevista coletiva. Condé afirmou que não presenciou a situação no momento, mas lamentou o ocorrido.
“Ficamos sabendo depois no vestiário. É algo recorrente no futebol e muito triste. Espero que o responsável seja identificado e punido”, declarou.
O técnico ainda ressaltou que o clube paulista costuma receber bem as equipes visitantes, mas defendeu rigor na apuração do caso.
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