Projeto Nocaute na Violência amplia ações e reforça combate ao preconceito e à discriminação
A iniciativa terá novas edições em municípios paraenses com foco na inclusão social, formação de atletas e enfrentamento à violência e ao racismo
Mais do que promover o esporte, o projeto social Nocaute na Violência segue ampliando sua atuação no Pará com a missão de combater todas as formas de preconceito, discriminação e violência. A agenda da iniciativa já tem novas etapas confirmadas para os próximos meses.
O projeto estará em Portel no dia 18 de julho, em Soure no dia 26 de julho e em Cachoeira do Arari no dia 30 de julho. Em agosto, retorna a Belém para uma edição especial no Ver-o-Peso, marcada para o dia 17, em homenagem aos feirantes. Já em outubro, o evento voltará ao tradicional cartão-postal da capital paraense no segundo sábado após o Círio de Nazaré, desta vez em homenagem aos romeiros que participam da maior manifestação religiosa do estado.
Outra atração prevista para este ano é o retorno do peso-pesado William Coutinho, campeão brasileiro da modalidade. Em fase final de recuperação de uma lesão, o atleta deve voltar aos ringues em setembro.
Missão
Com foco na formação de atletas, mas principalmente na construção da cidadania, o Nocaute na Violência segue utilizando o esporte como ferramenta de transformação social, promovendo inclusão, respeito às diferenças e o combate ao preconceito racial, social e a todas as formas de discriminação.
Criada em 2012 pelo treinador Zezé do Boxe, a iniciativa completa 14 anos de atividades e já realizou 62 edições em diferentes municípios paraenses. Reconhecido pelo trabalho social desenvolvido por meio do esporte, o projeto foi criado para oferecer oportunidades a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, utilizando o boxe como ferramenta de inclusão, disciplina e cidadania.
"O Nocaute na Violência vai estar em vários municípios. O projeto foi criado para combater a violência, a discriminação, o preconceito e a injúria racial. É um trabalho que busca transformar vidas através do esporte", destacou Zezé do Boxe.
Reconhecimento
Ao longo da trajetória, a iniciativa recebeu homenagens e reconhecimentos em diferentes esferas públicas, incluindo a Câmara Municipal de Belém, por meio da vereadora Marinor Brito, a Assembleia Legislativa do Pará e também a Câmara Municipal de Navegantes, em Santa Catarina, em razão das ações voltadas ao combate à violência e à injúria racial.
Durante a caminhada, o Nocaute recebeu o apoio de diversas autoridades estaduais, representantes de instituições que lutam pela igualdade e cidadania. Nomes como Adalberto Junior, o Deputado estadual Iran Lima, o Desembargador do TJE Leonam Cruz e o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Nelson Chaves, dispensaram atenção especial ao evento, fortalecendo as ações em prol do esporte.
Crescimento
O que começou com apenas quatro alunos, em um evento realizado na Praça Batista Campos, em Belém, tornou-se uma das maiores ações sociais ligadas ao boxe no país. Atualmente, o projeto reúne mais de 700 atletas e já teve a participação de mais de 100 centros de treinamento espalhados por diversas regiões do estado.
"A gente criou o projeto para combater até a violência que acontece na história do futebol. O esporte é vida, é inclusão social, integração, não violência. Hoje nós temos mais de 700 atletas participando da competição, atletas da Seleção Brasileira, Olimpíadas, profissionais e campeões brasileiros. Então isso é uma coisa maravilhosa para a gente", afirmou Zezé.
Além do fundador, a comissão organizadora é formada por Lu Pontes, Maizena, Elida e Ulisses Pereira, que ajudam a manter as atividades e a expansão do projeto pelo estado.
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