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Colecionador projeta febre por álbum da Copa de 2026 entre brasileiros

Lançamento da Panini em maio deve impulsionar encontros e trocas em Belém

O Liberal

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A proximidade do lançamento do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 já movimenta colecionadores em todo o país. Em Belém, o professor e colecionador Willams Coimbra, 63 anos, morador do bairro da Campina, acompanha com expectativa a chegada da nova edição, que promete ser a maior da história.

“Coleciono todos os temas de álbuns de figurinhas. Claro que gosto muito dos de futebol, principalmente os da Copa do Mundo”, afirma. Para ele, o hábito atravessa gerações e carrega memórias da infância. “Nossa geração coleciona desde criança, jogando ‘bafo’ para conseguir aquelas figurinhas que não tinha no álbum”, relembra.

image Coleção de ábuns de figurinha da Copa (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Apesar da tradição, Willams destaca que muitos acervos se perdem ao longo do tempo. “Como acontece com a maior parte, os álbuns acabam se perdendo em mudanças, viram lixo em casa e a mãe joga fora para se livrar”, diz. O interesse, no entanto, voltou com força em 2014, quando o Brasil sediou o Mundial. “Ali começou a febre do colecionismo novamente, e fui atrás de alguns álbuns para ter na coleção”, conta.

Expectativa e tradição

Com a Copa de 2026 no horizonte, o colecionador acredita que o entusiasmo se renova entre os brasileiros. “Assim que termina uma Copa, já se pensa na próxima. O movimento nessa época é diferente, existe um desejo comum: ver a seleção campeã e completar o álbum”, afirma.

Ele diz que a procura pelas figurinhas da seleção brasileira segue sendo o principal destaque, independentemente do momento do time. “Mesmo hoje sem termos uma grande seleção, quando começa o jogo, o Brasil todo para”, observa.

A próxima edição do torneio também carrega um peso simbólico para os fãs. “Essa Copa marca o fim de uma era, com grandes craques que vão disputar seu último Mundial”, destaca Willams.

Pontos em Belém

Além da coleção individual, a troca de figurinhas segue como parte essencial da experiência. Em Belém, já há locais definidos para reunir colecionadores durante o período do álbum. “Teremos pontos de encontro fixos no Tênis Club e na Praça Brasil”, adianta.

Maior álbum da história

O álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, produzido pela Panini, será lançado no dia 1º de maio no Brasil. A edição contará com 112 páginas e um total de 980 cromos — cerca de 300 a mais do que na Copa de 2022 —, tornando-se a maior coleção já produzida para o torneio.

Com a ampliação para 48 seleções, a distribuição deve manter o padrão de 20 jogadores por equipe. As figurinhas restantes incluem itens especiais, como estádios, bola oficial, troféu e versões metalizadas, que somam 68 cromos.

Os preços também já foram divulgados: os envelopes custarão R$ 7, com sete figurinhas cada; o álbum brochura sai por R$ 24,90; a versão capa dura custa R$ 74,90; enquanto edições especiais podem chegar a R$ 79,90. Há ainda uma caixa premium, vendida exclusivamente no site da editora, por R$ 359,90.

Com números recordes e a tradição que atravessa gerações, a expectativa é de que o álbum da Copa de 2026 repita — e até supere — o fenômeno de colecionismo visto em edições anteriores.