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Pará, o estado do aço

Conheça a história e a importância dessa mistura de minérios para o desenvolvimento da região Norte

É resistente, é reciclável, é pop

Saiba cinco curiosidades sobre essa histórica liga metálica

O aço é uma liga metálica formada, principalmente, por ferro e carbono. É um dos produtos mais usados na indústria siderúrgica, mecânica e na construção civil. Por sua versatilidade, também é facilmente encontrado e aplicado em produtos do cotidiano, como utensílios domésticos, eletroeletrônicos, ferramentas, máquinas e muito mais.

“Podemos perceber este material na embalagem do produto alimentício, no utensílio doméstico, na estrutura da residência, no transporte com o qual eu vou me locomover, enfim, o aço possui diversas aplicações no nosso dia a dia”, pontua Everton Ruggeri, professor e coordenador de engenharia mecânica e produção da Universidade da Amazônia.

O material pode ser dividido em aços comuns, que são basicamente fabricados com ferro e carbono e aços especiais. Este último são aços ligas, que contém outros elementos químicos na matriz para proporcionar características distintas, como a resistência à corrosão, a exemplo do aço inoxidável. Podem ser ainda classificados a partir do teor de carbono em extra doces, doces, meio duros, duros e extra duros.

Everton Ruggeri, professor de Engenharia Mecânica e Produção (Rayanne Bulhões/Ascom Unama)

“Você tem um produto que é extremamente resistente, possui uma certa dureza, tenacidade, resiliência, e você consegue encontrar ele com facilidade na natureza através do elemento principal, que é o minério de ferro”, explica Everton. “Então, temos uma versatilidade de aplicação com um material que tem uma boa resistência e custo”.

O aço é, ainda, segundo Instituto Aço Brasil, o material mais reciclável do mundo. Pode ser continuamente reaproveitado sem perda de qualidade. Em 2019, oito milhões de toneladas de sucata foram recicladas. “O aço é extremamente importante para a nossa sociedade não só por conta dessa versatilidade em diversas áreas mas também, a nível de economia”, destaca o professor.

PRODUÇÃO

No ranking dos 10 maiores países produtores de aço no mundo, o Brasil ocupa a nona posição. O país produziu, em 2019, 32,2 milhões de toneladas, segundo levantamento da Associação Mundial do Aço (World Steel Association – WSA). Já o mundo produziu 1.869 milhões de toneladas do material.

Adamor Bitencourt, diretor da Aço Pará, pontua a presença do aço em grandes construções (Arquivo pessoal)

“O Aço move o mundo. Está no nosso dia a dia, em pequenos detalhes e até em grandes construções, e participar disso é gratificante”, diz Adamor Bitencourt, diretor da empresa Aço Pará. “Escolhi esse segmento para fazer a diferença e somar, e com isso ajudo pessoas e empreendimentos a vivenciarem soluções através do aço, contribuindo com o crescimento do Estado, gerando riqueza para nossa região. Estamos constantemente buscando manter uma gestão moderna, participativa e com forte vínculo de confiança. Temos grandes projetos de expansão que vão fortalecer o relacionamento com o cliente e ampliar o mercado”.

CURIOSIDADES SOBRE O AÇO:

1- ANTIGUIDADE
Dados históricos levantados por antropólogos e historiadores indicam que o aço já era utilizado por civilizações do antigo Egito em materiais de combate, como facas, lanças e espadas.

2- VERSATILIDADE
É o mais versátil dos elementos de longa duração. Pode ser utilizado de diversas formas e em praticamente todos os segmentos, desde construções até brinquedos.

3- FORMA ORIGINAL
Em cinco anos o aço, quando devolvido à natureza, enferruja e retorna a sua forma original: minério de ferro. Assim, não degrada o solo e não prejudica o meio ambiente.

4- PROTEÇÃO
Embalagens feitas de aço oferecem proteção eficiente contra a luz, bactérias e vírus, além de outros predadores naturais como os insetos. Além de oferecer resistência a quedas e choques no transporte.

5- RECICLÁVEL
O aço é o material mais reciclável do mundo. Em 2019, oito milhões de toneladas de sucata de aço foram recicladas.

O Aço que sustenta o sonho da educação

Por meio da leitura e da formação de professores, jovens desenvolvem interesse pela leitura e pela escrita

Projeto Catavento, realizado em Bacarena, fornecer livros à instituições de ensino e desenvolve escritores (Divulgação)

Contribuir para a qualidade da educação dos estudantes das escolas ribeirinhas de Barcarena, estimular o gosto pela leitura e a alfabetização na idade certa. Esses são alguns dos objetivos do Projeto Catavento, uma iniciativa da Alubar, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Barcarena (Semed). Alinhado ao quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: Educação de Qualidade, o Catavento completou dez anos em 2019, auxiliando aproximadamente cinco mil alunos durante cinco anos de vida escolar. Nesse período, ofertou mais de dois mil títulos de literatura infantil e infantojuvenil.

“Reconhecido como importante propulsor de desenvolvimento da educação do município, o Catavento é um projeto que participa de 60% da vida escolar cotidiana dos alunos do Ensino Fundamental das escolas ribeirinhas de Barcarena”, explica Márcia Campos, coordenadora de Projetos Sociais da Alubar.

O projeto também desenvolveu escritores. Isso porque o Catavento foi ampliado com a elaboração da série de livros “Histórias Que Nos Contaram”, feitos a partir de textos escritos pelos próprios estudantes, com o apoio de professores e técnicos do projeto. A série já conta com dois livros, sendo um de contos e outro de fábulas.

CONQUISTAS

Juliane Barbosa passou pelo Projeto Catavento. Ela estudou na Escola Municipal Jupariquara, de 2009 a 2010, e atualmente cursa Geografia na Universidade do Estado do Pará (Uepa). “Se hoje eu tenho uma vaga na universidade pública, é porque lá atrás eu tive acesso à leitura, à aprendizagem e à integração”, conta ela.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Alubar, empresa que fabrica cabos elétricos de alumínio para linhas de transmissão e distribuição de energia, cerca de 70 ex-alunos do Catavento estão hoje cursando nível superior. “Projetos como o Catavento são importantes para motivar as crianças a ler, pois às vezes os pais não têm acesso aos estudos e esse incentivo precisa vir de fora”, diz Juliane. 

EDUCADORES

Para os educadores, o projeto traz formações e oficinas pedagógicas que preparam os profissionais para trabalhar no contexto ribeirinho. Maria de Fátima Dantas, que leciona na Escola Municipal São Gregório, na Ilha São Mateus, em Barcarena, participa do Projeto Catavento desde o primeiro ano. A professora relembra o momento no qual o baú chegou à escola com os primeiros livros. “Foi uma surpresa, pois não sabíamos o que estava dentro do baú”, conta ela. “Quando abrimos e vimos que estava recheado de livros foi uma emoção muito grande, e desde então o projeto vem trazendo resultados importantes na leitura das crianças”.

Em 2019, foram beneficiados 1.484 alunos da Educação Infantil, 68 professores e 7 coordenadores pedagógicos da Semed. Ao todo, foram 31 escolas municipais envolvidas, todas com classes multisseriadas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

A importância do aço na história e na economia do Pará

Instalação de siderúrgicas e projetos de extração mineral, na década de 80, alavancaram o desenvolvimento do estado, que mantém hoje posição de destaque no mercado nacional e internacional

De janeiro a março de 2021, o Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas de aço, movimentando cerca de US$ 1,7 bilhão (Thiago Gomes / O Liberal)

Segundo dados do Instituto Aço Brasil, no acumulado de janeiro a março de 2021 a produção brasileira de Aço Bruto foi de 8,7 milhões de toneladas. O Pará, junto a outros estados do parque produtor de aço brasileiro, somou 1.130 mil toneladas desse valor total, o que representa 13,1% da produção. Apenas no mês de março eles produziram 368 mil toneladas deste produto.

No estado do Pará, a instalação de indústrias siderúrgicas iniciou na década de 80, na região de Carajás. “O estímulo à implantação de grandes projetos minero-metalúrgicos foi em detrimento ao Plano de Desenvolvimento Nacional e da Amazônia”, explica Luísa Barros, professora e coordenadora do curso de Geologia da Universidade da Amazônia. Naquele momento, explica a coordenadora, previa-se que  a  instalação  das  siderúrgicas, juntamente  com  os  projetos  de  extração  mineral (Projeto Grande Carajás),  promoveriam o efeito  de encadeamento de diversas outras atividades, em vários locais. O desenvolvimento da região assim, seria alavancado.

“Desde sua origem, o grande desafio tem sido a verticalização da indústria siderúrgica no estado”, observa Luísa. “O setor foi e continua sendo estratégico para o estado, pois, em razão das vantagens locacionais, é possível desenvolver uma indústria siderúrgica competitiva em nível nacional e internacional”.

Luísa Barros, professora de geologia, relata a história do aço no Pará (Rayanne Bulhões/ Ascom Unama)

Ainda segundo o relatório mensal do Instituto Aço Brasil, no acumulado de janeiro a março de 2021, a nível nacional, as vendas internas foram de 5,9 milhões de toneladas. As importações alcançaram 1,1 milhão de toneladas, o que representa, em valor, US$ 944 milhões. Já as exportações atingiram 2,7 milhões de toneladas, ou US$ 1,7 bilhão.

TRAJETÓRIAS

Rarilene Rocha, sócia proprietária da Aço Norte Belém está há 10 anos no mercado. Antes de montar a própria empresa, já havia atuado na área e assim, investiu no setor. “O Brasil ainda se enquadra enquanto país emergente e o aço é essencial para o desenvolvimento do país”, observa. “Basta olhar ao redor para perceber que estamos cercados de estruturas feitas com aço e a tendência é que esse material permaneça nas nossas vidas por gerações a seguir”.

Rarilene Costa, sócia proprietária da Aço Norte Belém, destaca que o aço é essencial para o desenvolvimento do país (Arquivo pessoal)

Luizinho Macedo Neto é diretor da Midas Macedo Aço e Ferro. A relação com o ramo vem de família. O avô foi um dos pioneiros no segmento, ainda nas décadas de 60/70. Engenheiro civil, Luizinho trabalha no segmento do aço desde os 13 anos e em 2016, iniciou a operação da Midas.

No ano de 2019 o diretor expandiu e iniciou a operação no Amapá. No segundo semestre de 2020 inaugurou a filial em Macapá (AP). “O aço está em tudo”, ressalta ele. “A influência do aço no nosso mercado hoje é muito grande e a tendência é que cada vez mais ele esteja presente na maioria das coisas”, observa.

Luizinho Macedo Neto, diretor da Midas Macedo Aço e Ferro, pontua que o aço vai ser cada vez mais utilizado (Arquivo pessoal)

PRIMÓRDIOS

A importância do aço para a sociedade inicia com a descoberta e utilização do ferro em utensílios utilizados na agricultura, o que trouxe rapidez e agilidade; e na confecção de armas mais modernas, que viabilizou a expansão territorial de diversos povos. “Em 1856, foi quando se descobriu como produzir aço e este evolucionou o mercado, pois é produto mais resistente que o ferro fundido e pode ser produzido em grandes quantidades, servindo de matéria-prima para muitas indústrias”, explica Luísa. A coordenadora destaca ainda que o aço  é fundamental para garantir a qualidade e segurança na construção civil, instalação de meios de comunicação, obras rodoviárias e ferroviárias, utensílios domésticos, produção de veículos, máquinas, equipamentos e muito mais.

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