Nos Estados, pesquisas foram na direção contrária das urnas

Vários resultados contrariaram as projeções das pesquisas para governo e Senado

O Liberal

Em vários Estados, os institutos de pesquisa também tiveram projeções bem diferentes do resultado final da apuração dos votos pelo TSE. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, venceu a disputa com 42,32% dos votos. A segunda colocação ficou com o petista e ex-prefeito da capital, Fernando Haddad, com 35,7% dos votos. Na terceira colocação, o atual governador, Rodrigo Garcia, do PSDB, com 18,4%.

No entanto, as pesquisas divulgadas na véspera da eleição apresentaram outro cenário. O DataFolha divulgou que Haddad estaria com 39%, Tarcisio, com 31% e Rodrigo Garcia, com 23%. A diferença no índice de Tarcísio, entre a pesquisa e o resultado, foi de 11,3% a mais. O Ipespe acabou tendo diferença ainda maior, uma vez que registrava Tarcísio com 29 e Haddad com 41. E o Ipec apontou Tarcisio com 31 e Haddad com 41.

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No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, novamente os institutos de pesquisa não acertaram os resultados da urna. O governador Cláudio Castro, do PL, mesmo partido de Bolsonaro, foi reeleito com 58,67% dos votos. Marcelo Freixo, do PSB, ficou com 27,38% dos votos, de acordo com a totalização das urnas. O resultado mostrou uma diferença de 31,29 pontos percentuais.

Porém, a pesquisa do Ipec apontava que a disputa seguiria para o segundo turno, colocando Castro com 47% dos votos válidos e Freixo com 28%, gerando uma diferença de 19 pontos entre os dois candidatos.

Já o Instituto Quaest registrou pesquisa colocando Castro com 48% e Freixo com 32%, numa diferença de 16 pontos percentuais entre eles.

O DataFolha apontava, em pesquisa divulgada no sábado, às vésperas da eleição, Castro com 44% e Freixo com 35%. Uma diferença de apenas nove pontos, bem diferente da distância de 31 pontos do resultado.

Na Bahia, o candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, ficou muito perto de vencer a disputa já no primeiro turno, com 49,45% dos votos com 100% das urnas apuradas. O candidato do União Brasil, ACM Neto, recebeu 40,8% dos votos.

No Estado, os resultados das pesquisas também foram divergentes do apurado nas urnas. A pesquisa do Ipec e do DataFolha, ambas divulgadas no sábado, apontavam vitória de ACM Neto no primeiro turno, com 51%, enquanto Jerônimo teria 40% no Ipec e 38% no DataFolha.

A mesma inversão se deu no Rio Grande do Sul. O ex-ministro Onyx Lorenzoni obteve 37,5% dos votos, enquanto Eduardo Leite ficou com 26,81%. Na pesquisa do Ipec, porém, Onyx aprecia com 30% e Eduardo Leite liderava com 40%.

Senado

No Paraná, na disputa pelo Senado, o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil) foi eleito com 33,5%. A segunda posição ficou com Paulo Martins (PL), com 29,12% e Álvaro Dias (Podemos) na terceira posição, com 23,94%.

A pesquisa Ipec, divulgada na véspera da eleição, apontava vitória de Álvaro Dias com 41%, seguido por Sergio Moro com 35% e Paulo Martins na terceira posição com 14%.

No Rio Grande do Sul, o vice-presidente Hamilton Mourão ficou com 44,11% dos votos. A pesquisa do Ipec apontava que ele teria 28%. O instituto indicava vitória de Olívio Dutra com 36%. Porém, o resultado final colocou Dutra com 37,85%.

Também na disputa ao Senado, em São Paulo, o ex-ministro Marcos Pontes (PL) registrou 49,68% dos votos, enquanto Márcio França (PSB) obteve 36,27% da votação. Na pesquisa do Ipec, França liderava com 43% e Pontes tinha teria 31%.

Eleições
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