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Carlos Lupi confirma apoio do PDT a Lula: 'Ciro endossa a decisão'

Presidente do PDT afirma que partido não admite nenhum de seus membros apoiando a reeleição de Bolsonaro

O Liberal

O presidente do PDT Carlos Lupi anunciou, no início da tarde desta terça-feira (4), apoio do partido à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições para a Presidência da República. Segundo ele, a decisão foi tomada por unanimidade, após cerca de uma hora e meia de reunião entre a executiva nacional do partido, presidentes dos diretórios estaduais, deputados federais e senadores. 

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Lupi afirmou que para garantir o apoio, o PDT apresentou três projetos ao PT que deveriam ser incluídos na campanha de Lula: renda mínima de R$ 1.000 à população de baixa renda, renegociação de dívidas do SPC e de pequenas empresas e a adoção de ensino em tempo integral na rede pública. Durante a reunião desta terça-feira (4), a executiva do PDT aprovou uma quarta proposta que também será levada aos petistas: o Código Brasileiro do Trabalho, que busca a defesa dos direitos dos trabalhadores e revogação de tudo que tenha prejudicado o trabalhador brasileiros.


Ciro Gomes não participou da coletiva. Questionado sobre as duras críticas do candidato do partido às gestões petistas, Carlos Lupi afirmou que isso faz parte do embate durante o processo democrático. "Nós já tivemos padre de quadrilha junina também na campanha. Então, eu acho que o processo político ele às vezes se acirra", declarou. "Agora, o partido existe pra isso, quando ele se reúne e decide, todos os seus filiados tem que acatar essa decisão", completou.

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Segundo ele, Ciro afirmou que iria seguir a decisão do PDT. "Ele já falou em outra reunião que endossa integralmente a decisão do partido", afirmou Lupi. Ainda de acordo com o presidente do partido, Lula tem uma aproximação maior com as ideias do PDT e a medida anunciada pela sigla é "um não ao Bolsonaro e o que ele representa", declarou. "Não admitimos nenhum pedetista apoiando o Bolsonaro", acrescentou.

Lupi continuou respondendo perguntas relacionadas sobre a postura de Ciro Gomes durante a campanha. "Isso é parte da democracia e também você não acha que é duro a gente assistir a tentativa de minar a nossa candidatura com voto útil? Pra gente é muito duro também. E isso não impede da gente estar do lado, porque o que está em risco hoje são dois projetos, duas personalidades completamente diferentes. De um lado, o Lula que é um democrata, e do outro um aspirante a ditador que é o Bolsonaro". 

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