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Vacinação até setembro é vista com cautela por empresários paraenses

Apesar de animador, setor acredita que o Círio ainda estará comprometido

Redação Integrada

O governador Helder Barbalho anunciou na terça-feira, 8, que teria todos os habitantes adultos do Pará vacinados com, pelo menos, a primeira dose, antes da realização do Círio de Nazaré. Embora mantenham o otimismo, atores do comércio e serviços receberam com cautela a promessa do governo.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) divulgou ontem um calendário de vacinação da população geral que se inicia este mês, atendendo a todos com idades entre 50 e 59 anos. Entretanto, a notícia foi recebida com cautela pelo empresariado varejista local, que não enxerga a possibilidade na realização do Círio de Nazaré em seu formato tradicional neste ano. “Não tem condições de termos o Círio normalmente, mesmo que seja cumprido o calendário vacinal divulgado. A notícia anima por conta da expectativa da volta da movimentação do comércio. As pessoas poderão exercer suas atividades e ter renda para gastar. Círio não é essencial para a retomada”, afirmou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), Joy Colares.

Pandemia imprevisível

A vacinação é tida hoje como o principal passo para a retomada econômica do país, contudo, a impressibilidade da pandemia tende a deixar o consumidor em alerta. “Já temos uma perspectiva de aumento de PIB para o segundo semestre de 2021, com a volta à atividade de bares, restaurantes, cinemas, shoppings na sua normalidade, além do retorno das aulas. Claro que tudo isso deve ser feito com cautela ainda. Como tudo é muito novo, tanto a retomada ainda não está 100% definida como a gente não sabe se vai realmente gerar o resultado esperado”, avaliou a economista Hellen Berbel.

“Essas perspectivas positivas geram nas pessoas uma sensação de ‘luz no fim do túnel’, gera esperança, proatividade e vontade de que as coisas deem certo. Isso também é muito importante. É uma questão de comportamento, que influencia diretamente a economia”, explanou a economista. Contudo, ela ressalta o caráter especulativo do mercado. “O fato de existir essa esperança pode gerar uma vontade de investir maior, dependendo da segurança que se sinta. Não tem como um fato simplesmente acender esse comportamento, isso vai ser de forma gradual. De acordo com as ações, vão se refletir os resultados”, ressaltou.

Turismo

O turismo deve ter um impacto muito positivo, pois foi um setor que teve as maiores perdas e, segundo Berbel, deve ser uma dar maiores alavancas da retomada econômica e para os números da economia. Para o presidente do Sindicato de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS-PA), Fernando Soares, a expectativa gerada é positiva, mas não suficiente. “A se concretizar a promessa, pois sabemos que nem tudo depende do governador, é uma notícia muito boa. Em que pese, acredito ser muito precoce realizar uma procissão como o Círio este ano. Apesar disso, é uma excelente notícia para o setor”, ponderou.

O maior entrave para os empresários deste ramo de serviços é que, postas as informações que se tem até agora, o cenário de uma população vacinada é de difícil previsão. “Não acreditamos que haverá tempo hábil para vacinar a todos, ainda mais as vacinas que requerem duas doses. Sabemos que caso se concretize, haverá um reaquecimento do setor, da alimentação fora de domicílio, isso incrementa bastante a economia”, observou, embora ressalte outros obstáculos. “Casas de show, boates e casas de espetáculo estão há mais de um ano fechadas, pois não pode aglomerar em eventos públicos, então é muito relativo. A notícia é boa, mas estamos olhando com reservas”, considerou.

Além da desconfiança sobre o cumprimento do calendário, há ainda o inesperado comportamento do consumidor. “Principalmente a confiança da população. O que mais movimenta para o setor hoteleiro é o turista que vem de fora do estado. A gente não acredita que vá ter muitas pessoas que venham, pelo medo de viajar, por não saber se a pessoa ao seu lado está vacinada ou não. Então são muitos fatores que contam. Recebemos o anúncio com otimismo sim, mas não de forma exagerada”, conclui Soares.

Economia
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