Taxa de desemprego de 7,9% é a menor para o trimestre até julho desde 2014, aponta IBGE

Apenas durante um trimestre, mais de 1,303 milhão de pessoas ingressaram no mercado de trabalho

O Liberal
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De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2012, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 7,9% no trimestre até julho, registrando o patamar mais baixo para esse período desde 2014, quando ficou em 7,0%.

O mercado de trabalho continuou a reduzir a taxa de desocupação, principalmente devido à criação de novas vagas e não por uma desistência na busca por emprego, como destacou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

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Beringuy enfatizou: "Houve um aumento significativo na população ocupada neste trimestre. Houve, de fato, uma melhoria na ocupação. A queda na taxa não se deveu a uma diminuição na busca por emprego, mas principalmente à melhora na situação de ocupação."

Apenas durante um trimestre, mais de 1,303 milhão de pessoas ingressaram no mercado de trabalho, totalizando 99,334 milhões de trabalhadores empregados no país. Concomitantemente, 573 mil brasileiros deixaram a condição de desempregados.

A população desempregada atingiu 8,522 milhões, o nível mais baixo na série histórica comparável desde o trimestre até abril de 2015, quando havia 8,153 milhões de desocupados.

O total de inativos também diminuiu no trimestre, com uma redução de 349 mil pessoas nessa categoria, totalizando 66,878 milhões fora da força de trabalho.

Subutilização da força de trabalho continuam em trajetória de queda

Ainda que a população inativa permaneça acima dos números de 2019, pré-pandemia, Beringuy ressaltou que as medidas de subutilização da força de trabalho continuam em trajetória de queda.

Ela afirmou: "As medidas de subutilização estão diminuindo, assim como a taxa de desemprego."

Apesar de 20,330 milhões de pessoas ainda estarem em busca de trabalho no país, a taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 17,8% no trimestre até julho, o menor número para esse mês desde 2015, quando estava em 17,7%.

Esse indicador abrange a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, incluindo pessoas que não buscam emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.

A população subutilizada diminuiu em 3,1% em relação ao trimestre até abril, representando 642 mil pessoas a menos. O total de desalentados, ou seja, aqueles que desistiram de procurar emprego, também reduziu em 108 mil pessoas, atingindo 3,661 milhões no trimestre, o menor nível na série comparável desde o trimestre até outubro de 2016, quando esse grupo somava 3,640 milhões.

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