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ECONOMIA MUNDIAL

Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros começa a valer dia 6 de agosto; veja os itens

Apesar da nova tarifa, o decreto inclui uma extensa lista de exceções, protegendo algumas das principais exportações brasileiras aos Estados Unidos, como aeronaves da Embraer, peças para aviação, suco de laranja, madeira e derivados

O Liberal

30 de julho de 2025 às 16:44

STF informou não ter informações sobre o processo na Flórida (EUA) contra o ministro Alexandre de Moraes e não comentou o assunto

STF informou não ter informações sobre o processo na Flórida (EUA) contra o ministro Alexandre de Moraes e não comentou o assunto ( Foto: Brett Sayles / Pexels )

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que aplica uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. A medida, anunciada por meio de comunicado da Casa Branca por volta das 15h, estava inicialmente prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, mas foi adiada em sete dias e passará a valer no próximo dia 6.
 

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Apesar da nova tarifa, o decreto inclui uma extensa lista de exceções, protegendo algumas das principais exportações brasileiras aos Estados Unidos, como aeronaves da Embraer, peças para aviação, suco de laranja, madeira e derivados, celulose, equipamentos elétricos e petróleo — este último já vinha sendo retirado das listas de tarifas norte-americanas. Em contrapartida, produtos relevantes como café, cacau, carnes e frutas não foram incluídos entre as exceções e devem ser diretamente afetados pelo aumento. Ao todo, o anexo do decreto cita 694 itens que ficarão livres da sobretaxa. Aço e alumínio também não sofrerão impacto agora, pois já estão sujeitos à tarifa de 50% imposta anteriormente a todos os países.

No texto, o governo dos EUA justifica a decisão dizendo que busca “lidar com políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”. O documento também declara “uma nova emergência nacional” com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977.