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Semana Santa: Procura por peixe cresce em Belém e consumidores chegam a gastar R$ 300

No mercado Ver-o-Peso, compradores se preparavam, nesta terça-feira, para o almoço de Páscoa em família. Vendedores afirmam que as vendas ainda devem ficar maiores.

Elisa Vaz

O movimento de consumidores nos pontos mais fortes de venda de pescado em Belém está ficando cada vez mais intenso com a proximidade da Sexta-feira Santa. No mercado Ver-o-Peso, muitas pessoas aproveitaram a manhã desta terça-feira (4) para garantir espécies variadas de peixes para o almoço em família nesta Páscoa, e os vendedores adiantam que, nos próximos dias, não vai faltar abastecimento nem fluxo de clientes no local.

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A consumidora não achou os preços altos. Rosana tem costume de ir toda semana no mercado para comprar peixe para a sua casa e de sua mãe, então tem acompanhado os números. “Estou achando que os preços não mudaram, por enquanto continua o mesmo, eu costumo comprar e hoje estou achando que está o mesmo preço. Não senti reajuste, ainda não”.

Já a aposentada Florentina Miranda, de 75 anos, achou os valores muito altos e chegou a gastar R$ 300 comprando filhote, camarão e pescada amarela. A intenção da consumidora, que não tem tanto costume de comprar peixe no Ver-o-Peso, é fazer uma caldeirada em família, mas para poucas pessoas: ela, o marido e o neto. O almoço de Páscoa será algo simples.

Está muito caro, mas não tem jeito, tem que comer. Não é costume comprar peixe nessa época da Semana Santa, vim com a minha nora, terminou que ela nem comprou nada, eu que acabei levando. Eu gosto muito de peixe, sempre compro, mas não aqui, hoje porque eu vim resolver um negócio e já decidi levar logo”, explica a consumidora.

Embora o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA) não tenha ainda uma pesquisa referente aos preços de março e abril, no último balanço divulgado, de fevereiro, algumas espécies já haviam tido reajuste de até 32,31% no ano, como a tamuatá.

Em seguida, as maiores altas de preços eram da pescada gó (22,3%), curimatã (21,45%), pirapema (20,9%), tainha (20,42%), filhote (15,58%), mapará (13,37%), peixe pedra (12,8%), pescada amarela (12,77%), pratiqueira (12,68%) e xaréu (12,04%), entre outras. Confira mais no infográfico.

Vendas

De acordo com o comerciante Thiago Pimenta, a expectativa é de muito movimento até sexta-feira (7), por causa da Semana Santa. Desde sábado, na verdade, ele diz que o número de pessoas circulando pelo mercado e fazendo compras tem crescido. “No começo de janeiro dá uma caída por conta dos preços e agora, nesse período, a gente espera um bom movimento, como já está sendo. Hoje até estamos um pouco sufocados por causa dessa venda. Começou a aumentar de sábado para cá, deu uma levantada muito boa no movimento”, comenta.

Como, segundo Thiago, a empresa já tem um nome no mercado, nunca falta peixe de qualidade em sua banca, até porque a mercadoria vem de todos os lugares. Já os preços subiram um pouco da semana passada para cá. O vendedor afirma que o quilo da dourada pequena, por exemplo, passou de R$ 25 para uma média de R$ 27 a R$ 30. Mesmo assim, até sexta-feira, a estimativa é de vender ao menos mais 700 quilos de peixe.

Outro comerciante do mercado, Cláudio Oliveira, aposta mais na dourada e na gurijuba, ambas custando R$ 25 por quilo - na semana passada a primeira era vendida a cerca de R$ 20. “Não aumentou muito o preço, está variando, normal. Nesse começo de semana é uma venda normal, como se fosse um dia de semana normal. Eu acho que vai melhorar de quarta-feira em diante, até sexta-feira, mas quarta e quinta é o movimento maior”, adianta.

Preço do pescado em Belém no mês de fevereiro

Espécie | Preço | Variação no ano

  • Aracu: R$ 12,33 11,89%
  • Arraia: R$ 10,92 5,20%
  • Bagre: R$ 12,45 8,64%
  • Cação: R$ 16,83 2,12%
  • C. Padre: R$ 11,08 11,47%
  • Camurim: R$ 25,72 6,81%
  • Corvina: R$ 17,62 4,26%
  • Curimatã: R$ 13,70 21,45%
  • Dourada: R$ 24,89 9,17%
  • Filhote: R$ 32,41 15,58%
  • Gurijuba: R$ 23,94 6,16%
  • Mapará: R$ 16,28 13,37%
  • Peixe Pedra: R$ 18,33 12,80%
  • Pescada amarela: R$ 31,80 12,77%
  • Pescada branca: R$ 16,28 2,65%
  • Pescada gó: R$ 16,56 22,30%
  • Piramutaba: R$ 15,10 8,09%
  • Pirapema: R$ 8,85 20,90%
  • Pratiqueira: R$ 18,13 12,68%
  • Sarda: R$ 15,87 1,21%
  • Serra: R$ 17,40 -0,97%
  • Surubim: R$ 21,37 3,39%
  • Tainha: R$ 22,17 20,42%
  • Tambaqui: R$ 18,40 3,95%
  • Tamuatá: R$ 17,28 32,31%
  • Tucunaré: R$ 22,21 -2,59%
  • Uritinga: R$ 12,25 -2,70%
  • Xaréu: R$ 12,84 12,04%

Fonte: Dieese-PA

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