Queda de 2% na gasolina é sentida por consumidores de Belém

Pesquisa de Dieese tem como base os dados da ANP do mês de julho

Elisa Vaz/Redação Integrada de O Liberal

Divulgada nessa segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), uma pesquisa baseada nos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostrou que a gasolina ficou 2,24% mais barata em julho nos postos de combustíveis paraenses. Os números são uma comparação com o mês de junho, quando o litro do produto custava, em média, R$ 4,66, caindo para R$ 4,56. Mesmo com a queda, o levantamento indicou que o valor é um dos mais elevados da região Norte e o sétimo mais alto do país.

Em Belém, a queda no litro da gasolina foi de 2,5%, já que foi comercializado, em julho, a uma média de R$ 4,40. No mês anterior, o preço ficava em torno de R$ 4,51. Um dos postos da capital, que fica localizado na avenida Almirante Barroso, já repassou a retração a seus clientes. Nas últimas semanas, o litro do combustível comum variou de R$ 4,59 para R$ 4,39 e, segundo um dos funcionários do estabelecimento, o movimento aumentou por conta do baixo preço e, também, pela possibilidade de parcelamento sem juros.

O técnico em áudios André Ribeiro, de 35 anos, é consumidor fiel no local e disse que já foi possível sentir a diferença. “Gasto muito com gasolina porque também atuo como motorista em aplicativos de transporte, então um tanque cheio seca muito rápido. Já ajuda bastante (a retração). Apesar da redução perceptível em alguns postos de combustíveis, acredito que ainda seja possível que os preços caiam mais”, comentou André.

Já o gerente de estabelecimento Audrin Santos, de 42 anos, não costuma gastar muito com gasolina porque sempre faz o mesmo trajeto de casa para o trabalho e vice-versa – cerca de dois tanques por mês. Mesmo assim, comemorou a economia que vai ter com combustível. “Sempre abasteço aqui, e nos últimas semanas pude notar a diferença, que já ameniza no bolso. Acredito que, com as políticas que vêm sendo tomadas em cima da Petrobras, os valores vão ficar ainda mais baixos”, argumentou.

Variações

As variações em Belém nos últimos meses foram as seguintes: R$ 4,44 em janeiro, R$ 4,33 em fevereiro, R$ 4,43 em março, R$ 4,54 em abril, R$ 4,69 em maio, R$ 4,66 em junho, e agora R$ 4,56 em julho. O estudo do Dieese também mostrou que o município paraense com o litro mais caro da gasolina em julho foi Parauapebas (R$ 5,15), seguido de Altamira (R$ 5,08), Xinguara (R$ 5,04), Conceição do Araguaia (R$ 4,99), Abaetetuba (R$ 4,97), Redenção (R$ 4,89), Marabá (R$ 4,85), Alenquer (R$ 4,82), Paragominas (R$ 4,72) e Santarém (R$ 4,67).

Já entre os estados brasileiros, os mais caros foram, nesta ordem, o Acre (R$ 4,89), Rio de Janeiro (R$ 4,85), Minas Gerais (R$ 4,63), Alagoas (R$ 4,62), Tocantins (R$ 4,57), Pará (R$ 4,56), Rio Grande do Sul (R$ 4,54), Rondônia (R$ 4,50) e Rio Grande do Norte (R$ 4,49).

Economia
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