Pará lidera arrecadação na modalidade de seguro residencial no Norte, com R$ 20 milhões
Estado tem alta de 14,5% em contratações, nos primeiros quatro meses do ano, aponta Confederação Nacional das Seguradoras
Impulsionada pelo boom imobiliário e por eventos climáticos fora da rotina, a busca por seguro residencial cresce na região Norte. O Pará liderou o volume de arrecadação na região, somando R$ 20 milhões, nos primeiros quatro meses do ano, um crescimento de 14,5%. O desempenho regional acompanha o cenário positivo nacional. De janeiro a abril, o setor de seguros residenciais movimentou R$ 2,3 bilhões em todo o Brasil, consolidando um incremento de 9,4% na comparação interanual.
Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) com base nas informações repassadas junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, na última quarta-feira (29), Poliana Silva, representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) na região Norte, explicou que a procura pelo seguro residencial tem crescido no Brasil inteiro por um conjunto de fatores.
Com a experiência de 20 anos no mercado segurador, Poliana Silva observa que há “uma maior conscientização da população sobre a importância de proteger o patrimônio, especialmente após eventos cada vez mais comuns, que causam prejuízos significativos às famílias, como incêndios, vendavais, alagamentos e descargas elétricas”.
Seguros cobrem serviços de assistência
Ela também afirmou que, atualmente, com maior facilidade de acesso às informações, as pessoas descobriram que o seguro residencial vai muito além das coberturas contratadas, oferecendo também serviços de assistência, “como chaveiro, eletricista, encanador e vidraceiro, que acabam sendo bastante utilizados no dia a dia”, disse.
“Com relação ao Norte, a região foi diretamente influenciada pela simplificação do processo, que pode eliminar a necessidade de se fazer a vistoria em alguns casos, por exemplo, e pela evolução dos canais digitais, que facilitou o acesso ao seguro residencial, permitindo que mais pessoas conheçam e contratem esse tipo de proteção, inclusive em localidades onde a oferta antes era mais limitada”, disse a executiva.
No Norte, até o mês de abril, após o Pará, o Amazonas figura com o segundo maior montante (R$ 13,8 milhões arrecadados e expansão de 22,1%). O Acre tem valores menores, mas também apresenta um ritmo de crescimento, atingindo R$ 2,1 milhões, uma alta de 31,5% em comparação ao mesmo período de 2025.
"Quando analisamos as vendas de seguro residencial acumuladas até maio de 2026, verificamos que, em média, o seguro residencial vem crescendo no Brasil cerca de 8,4%, quando comparado com o mesmo período de 2025, impulsionado por uma maior valorização da proteção financeira e patrimonial".
Ela acrescentou: "A região Norte segue a tendência de crescimento, com destaque para esses estados, mas, no último estudo feito pela FenSeg sobre o volume de seguros residenciais por região, percebemos que a distribuição ainda é muito desigual. É nesse contexto que o Sindsegnne procura disseminar a cultura da proteção em nossa região de atuação”.
Coberturas mais contratadas
Em geral, informou Poliana, a maioria das apólices é contratada com as coberturas de incêndio, inclusive se causado por queda de raio ou explosão, danos elétricos e roubo, mas há também coberturas para outras situações, desde a quebra de vidros e responsabilidade civil, que cobre prejuízos causados involuntariamente a terceiros. “O custo do seguro residencial é relativamente baixo, quando comparado com o seguro de veículos, por exemplo, então a inclusão de outras coberturas não onera significativamente o valor final da apólice”, afirma.
Sobre orientações para quem acabou de adquirir um imóvel e ainda não considera contratar um seguro, a representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste, diz o seguinte: “Ainda existe a crença de que o seguro residencial é caro ou que só será útil em situações muito graves, mas a realidade é diferente. Em geral, trata-se de um seguro com custo relativamente baixo, quando comparado ao valor do patrimônio a ser protegido, e que ainda oferece diversos serviços de assistência que podem ser utilizados ao longo do ano, cuja economia pode ser equivalente ao valor pago pela contratação da apólice”.
“A orientação mais importante é consultar um corretor de seguros habilitado, de sua confiança, para identificar as necessidades da família e indicar as coberturas mais adequadas. E, principalmente, entender que o seguro não evita que um imprevisto aconteça, mas reduz significativamente os impactos financeiros quando ele ocorre”.
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