Especialista defende papel estratégico do petróleo para tecnologia e desenvolvimento

Segundo a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval, o Brasil se destaca pela produção offshore e pela expertise nacional no setor

O Liberal
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A gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, destaca que os recursos gerados pela indústria do petróleo financiam pesquisas ambientais, impulsionam o desenvolvimento tecnológico e fortalecem outros setores da economia. Segundo ela, o petróleo continuará sendo uma das principais fontes de energia do mundo, enquanto o Brasil se destaca pela produção offshore e pela expertise nacional no setor.

Conforme argumenta Karine Fragoso, gerente-geral da Firjan, o petróleo transcende seu papel como fonte de energia, visto que seus derivados são fundamentais para diversos setores industriais e estão presentes no cotidiano da sociedade, desde a produção de alimentos e vestuário até a fabricação de produtos de uso diário.

“A gente tem o petróleo desde a hora que acorda, na embalagem da pasta de dente, na escova que a gente escova os dentes, até a hora que vai dormir, no colchão em que a gente deita. Então, o petróleo precisa ser entendido não só como uma fonte fóssil de energia, ele é muito mais do que isso”, observa.

De acordo com Karine Fragoso, gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, a relevância do petróleo transcende a geração de energia, exercendo um papel fundamental no financiamento de pesquisas voltadas à preservação ambiental, incluindo estudos sobre ecossistemas marinhos e a biodiversidade.

“O desenvolvimento de tecnologia que, às vezes, está especificamente sendo trabalhada para petróleo e gás, pode também avançar para outros setores industriais. O desenvolvimento de tecnologia e apoio à cultura no Brasil também é feito por esse mercado”, reforça a especialista.

Ainda segundo Karine, o petróleo ainda é e ainda será, por muito tempo, a base de energia de muitos países. “E o Brasil tem a sorte de ter esse óleo offshore, com tecnologia que tem domínio aqui pelo Brasil também, com competências atribuídas a brasileiros. O Brasil tem exportado pessoas para cuidar de outras áreas fora do Brasil”, enfatiza.

“Temos uma competência instalada também para desenvolver essas áreas. É importante registrar também que, hoje, a nossa produção de óleo é, em sua grande maioria, um óleo que vem do pré-sal, que é um óleo mais leve, de menor emissão de carbono. Portanto, ele está muito adequado à nossa pauta de sustentabilidade, e a gente imagina que, da mesma forma, possa seguir também a Bacia de Pelotas e toda a Margem Equatorial”, acrescenta.

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