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ENTREVISTA

Pará é pioneiro em concessões florestais para restauração de áreas degradadas

Iniciativa na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu, prevê recuperar áreas públicas com remuneração por créditos de carbono, segundo o diretor do Imaflora

Jéssica Nascimento

17 de outubro de 2026 às 17:00

Parte da Amazônia vista de cima.

Parte da Amazônia vista de cima. ( Foto: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil )

O Pará é pioneiro na concessão de áreas públicas para projetos de restauração florestal, uma iniciativa que busca recuperar áreas degradadas e gerar oportunidades econômicas por meio do mercado de carbono. Em entrevista ao Grupo Liberal, Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), destacou o potencial desse modelo para conciliar a recuperação ambiental e a produção sustentável na Amazônia.

Segundo o especialista, a proposta permite que empresas realizem projetos de restauração em áreas públicas concedidas e obtenham remuneração com a comercialização dos créditos de carbono gerados pela recuperação da vegetação.

Leonardo Sobral, Diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).
Leonardo Sobral, Diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). (Foto: Divulgação | Imaflora)

“O Pará foi pioneiro. Está sendo pioneiro”, afirmou Sobral, ao destacar a iniciativa conduzida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu.

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O diretor avalia que o modelo tem potencial para avançar na Amazônia. Ele também citou a iniciativa do governo federal de realizar concessões para restauração florestal em Rondônia.

“Entendo que essa é uma agenda ainda com bastante potencial e acho que é uma dobradinha que faz todo o sentido”, declarou.

Para Sobral, a recuperação dessas áreas poderá permitir, no futuro, a retomada da cobertura florestal e o desenvolvimento de atividades produtivas.