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ENTREVISTA

Mercado de carbono transforma floresta em créditos comercializáveis na Amazônia

Especialista do Imaflora explica como a preservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas geram créditos de carbono comercializados no mercado ambiental

Jéssica Nascimento

17 de outubro de 2026 às 16:30

Parte da Amazônia vista de cima.

Parte da Amazônia vista de cima. ( Foto: Foto: Agência Brasil )

A preservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas podem gerar créditos de carbono e abrir oportunidades econômicas na Amazônia. Em entrevista ao Grupo Liberal, Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), explica como funciona esse mecanismo, que busca valorizar a manutenção da floresta em pé e incentivar a restauração florestal.

Segundo o especialista, as árvores armazenam carbono em sua estrutura, e a quantidade presente em uma área pode ser calculada a partir da medição da vegetação. Como exemplo, ele cita que um hectare de floresta pode armazenar cerca de 300 toneladas de carbono.

Leonardo Sobral, Diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).
Leonardo Sobral, Diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). (Foto: Divulgação | Imaflora)

“À medida que você evita que essa floresta seja derrubada, seja desmatada, eu posso, através de um projeto, vender esse carbono”, explica Sobral.

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Nesse caso, a quantidade de carbono cuja emissão foi evitada pode gerar créditos comercializados no mercado.

O mecanismo também pode ser aplicado à recuperação de áreas degradadas. Quando árvores são plantadas durante um projeto de restauração florestal, elas absorvem carbono da atmosfera, permitindo calcular a quantidade de créditos gerados.

“Essa restauração, quando planta as árvores, sequestra carbono. Com essa quantidade de carbono que é sequestrado é feito todo esse cálculo para ver quantos créditos de carbono estão sendo gerados”, afirma o diretor do Imaflora.