A preservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas podem gerar créditos de carbono e abrir oportunidades econômicas na Amazônia. Em entrevista ao Grupo Liberal, Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), explica como funciona esse mecanismo, que busca valorizar a manutenção da floresta em pé e incentivar a restauração florestal.
Segundo o especialista, as árvores armazenam carbono em sua estrutura, e a quantidade presente em uma área pode ser calculada a partir da medição da vegetação. Como exemplo, ele cita que um hectare de floresta pode armazenar cerca de 300 toneladas de carbono.

“À medida que você evita que essa floresta seja derrubada, seja desmatada, eu posso, através de um projeto, vender esse carbono”, explica Sobral.
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Nesse caso, a quantidade de carbono cuja emissão foi evitada pode gerar créditos comercializados no mercado.
O mecanismo também pode ser aplicado à recuperação de áreas degradadas. Quando árvores são plantadas durante um projeto de restauração florestal, elas absorvem carbono da atmosfera, permitindo calcular a quantidade de créditos gerados.
“Essa restauração, quando planta as árvores, sequestra carbono. Com essa quantidade de carbono que é sequestrado é feito todo esse cálculo para ver quantos créditos de carbono estão sendo gerados”, afirma o diretor do Imaflora.

