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Pará contrata mais de R$ 899,9 mi em crédito

Micro e pequenas empresas paraenses se beneficiaram da quantia disponibilizada pelo Pronampe

Debora Soares

No Pará, foram contratadas 10.817 operações de créditos desde o início do  Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) até 20 de julho deste ano, o equivalente a R$ 899,9 milhões. A nova fase do benefício foi liberada para micro e pequenas empresas há pouco mais de duas semanas e, de janeiro a julho, do total de recursos disponibilizados pelo governo federal, o Estado realizou 3.309 operações, um montante de R$ 264,3 mi, segundo dados contabilizados pelo Banco do Brasil, gestor do Fundo de Garantia de Operações (FGO). 

68% dos recursos do Pronampe já foram concedidos, durante esta nova versão. Apesar das taxas de juros terem crescido em relação ao ofertado no início do Program, em 2020,  para os solicitantes dessa linha de crédito, a procura segue em alavancada. Enquanto que no ano passado os juros eram de 1,25% ao ano acrescidos da taxa Selic, atualmente em 4,25%, em 2021, os juros podem chegar a até 6% a.a. mais a Selic.

O governo Federal prevê a liberação de R$ 25 bilhões, apenas este ano, para ser destinado ao Programa. No total para 2021, já foram disponibilizados R$ 11,3 bi, nesses sete primeiros meses do ano, ou seja, menos da metade prevista para o ano inteiro.

 

CRITÉRIOS

É permitido empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019. 

Para as empresas que possuem menos de um ano de funcionamento, o limite do valor a ser financiado é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal.

A União garante até 85% de recursos para cada empréstimo 

A empresa que optar pelo financiamento precisa manter o número de empregados por até 60 dias após o pagamento da última parcela

Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem operar a linha de crédito.

 

Para o diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Pa), Rubens Magno, as vantagens do crédito vão permitir que as empresas de micro e pequeno porte injetem valores em seus empreendimentos, melhorando a economia paraense que ainda passa por grandes dificuldades, apesar de já apresentar sinais de leve recuperação. “A possibilidade de um pequeno negócio poder acessar até 150 mil reais para investir e reestruturar o empreendimento nesse momento de reconstrução e de retorno às atividades é muito bem-vinda. Ter um capital para inovar é importante justamente por impactar positivamente a economia e  ser uma injeção de recursos locais. Nossas expectativas são muito positivas, pois acreditamos na força dos pequenos negócios que vêm sustentando a economia brasileira nessa pandemia. Com recursos que possam investir, pagar dívidas ou até mesmo reformar seu negócio, tudo fica mais fácil, o dinheiro circula e a economia sai da estagnação”, relata. 

Porém, ele alerta que os empreendedores devem buscar orientações e ter muita cautela na aquisição de qualquer valor a título de financiamento. “Microempresas e empresas precisam ter cautela e se planejar para que as prestações que virão estejam dentro da sua capacidade de pagamento”, atenta Magno. 

Esta também é uma preocupação do economista Danilo Brabo, porque apesar de ser uma quantia disponibilizada principalmente para a recuperação e/ou investimento das empresas, trata-se de um empréstimo financeiro que pode se tornar uma dívida sem controle e causar mais prejuízos do que benefícios. “Na hora de considerar tomar crédito, tem que ser levado em conta as regras do auxílio como manter o número de funcionários por pelo menos mais 60 dias e a taxa de juros, por exemplo, e também a sua perspectiva de futuro com relação a empresa. Não vale a pena optar por um empréstimo se as contas já não estão fechando por uma margem muito grande e lembre-se sempre de considerar os impostos”, explica.

Ele chama atenção para a variação da Selic que pode sofrer alta e alterar negativamente o valor das parcelas contratadas. “Para dar conta das parcelas além de ter o planejamento financeiro em dia, deve-se levar em consideração que a Selic atualmente está em tendência de alta, o que impacta no valor final das parcelas e do empréstimo. O empresário tem que pensar em novos jeitos de ou cortar despesas, ou aumentar o faturamento. Devem alocar recursos na empresa sim, mas sempre mantendo aquela gordura para quando precisar ou tiver alguma emergência durante o período de operação”, acrescenta o economista.

 

O PROGRAMA

O Pronampe é um recurso ofertado pelo Governo Federal, desde maio do ano passado, para ajudar os pequenos empresários a terem condições financeiras de manter seus negócios durante o enfrentamento da crise econômica gerada pelo novo coronavírus. O objetivo principal é disponibilizar recursos para a manutenção das atividades cotidianas das empresas para evitar o seu fechamento e promover a preservação do quadro de funcionários e que também possam gerar novos empregos formais e informais.

 

VANTAGENS

Esses recursos podem ser usados para manter o capital de giro e possuem taxas menores do que as disponibilizadas normalmente pelos bancos. O valor poderá ser parcelado em até 48 parcelas e terá carência de 11 meses para que seja efetuado o primeiro pagamento. As operações poderão ser contratadas apenas com aval dos sócios, o que reduzirá tanto os custos com cartórios quanto o tempo para a operacionalização do negócio.

Economia
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